Um passageiro da Ryanair foi condenado por um tribunal de Dublin a pagar 15.000 euros de indemnização depois de ter obrigado um voo entre Dublin e Lanzarote a ser desviado para o Porto, na sequência de agressões a bordo. De acordo com o jornal espanhol El Mundo, o incidente envolveu agressões a outros passageiros e a tripulantes de cabine, forçando a aterragem não prevista em território português.
A decisão judicial foi conhecida esta terça-feira, dia 17 de fevereiro, e foi divulgada pela própria companhia aérea. Segundo a mesma fonte, o comportamento do passageiro levou à interrupção da rota original e à alteração do plano de voo, com impacto operacional significativo.
Política de tolerância zero
Na sequência da sentença, a Ryanair reafirmou o seu posicionamento quanto a comportamentos inadequados a bordo. Escreve o jornal que a companhia mantém uma política de “tolerância zero com os maus comportamentos” dos passageiros.
A transportadora sublinhou, em comunicado, o compromisso de garantir que todos viajem “de uma forma cómoda, libre de perturbações desnecessárias”. Conforme a mesma fonte, a empresa assegura que continuará a agir contra comportamentos que comprometam a segurança e o normal funcionamento dos voos.
Consequências além da indemnização
A indemnização fixada pelo tribunal surge como consequência direta do desvio do voo. Acrescenta a publicação que a sentença “reforça as graves consequências” a que se expõem os passageiros que adotem comportamentos disruptivos.
Entre essas consequências podem estar proibições de viajar e multas associadas ao desembarque forçado. Segundo a mesma fonte, a companhia considera que a aplicação destas medidas serve também de dissuasão para situações semelhantes.
O que aconteceu a bordo
O voo tinha partido de Dublin com destino a Lanzarote quando o incidente ocorreu. Refere a mesma fonte que as agressões dirigidas a passageiros e tripulantes obrigaram a tripulação a optar por um desvio para o Porto, em Portugal.
A alteração do trajeto implicou custos adicionais e perturbações na operação prevista. De acordo com o jornal espanhol, foi esse conjunto de circunstâncias que fundamentou o pedido de indemnização agora confirmado pelo tribunal de Dublin.
Reforço da mensagem da companhia
Após a decisão judicial, a Ryanair reiterou que continuará a tomar medidas contra comportamentos considerados inaceitáveis. Escreve a publicação que a empresa pretende agir “em benefício da grande maioria dos passageiros, que não perturbam os voos”.
A companhia entende que decisões judiciais como esta reforçam a necessidade de cumprimento das regras a bordo e sustentam a aplicação rigorosa da sua política interna.
Segurança e ambiente de viagem
A transportadora destaca que a prioridade é assegurar um ambiente seguro e previsível durante o voo. Conforme o El Mundo, o caso agora julgado demonstra que incidentes a bordo podem ter consequências financeiras relevantes para os responsáveis.
A decisão do tribunal de Dublin encerra assim um processo que teve início com um desvio inesperado para Portugal e termina com uma indemnização significativa, num caso que a companhia apresenta como exemplo da sua atuação face a comportamentos considerados perturbadores.
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