Um incidente insólito que deixou um passageiro parcialmente sugado para fora de um avião da Ryanair continua a ser investigado. Dias depois do sucedido, foram conhecidas as primeiras conclusões preliminares, que apontam para uma causa inesperada e afastam, para já, problemas relacionados com a manutenção da aeronave.
O caso ocorreu a 10 de julho, durante um voo entre a Grécia e a Alemanha, quando um Boeing 737 operado pela Malta Air, subsidiária da Ryanair, foi obrigado a realizar uma aterragem de emergência.
Na sequência do desprendimento de uma das janelas, Ljubiša Karović, de 61 anos, ficou com a cabeça e os ombros projetados para o exterior da aeronave. A esposa, Svetlana Grković, conseguiu segurá-lo pelas pernas até receber ajuda de outros dois passageiros, evitando que fosse arrastado para fora do avião.
Investigação aponta para “objeto estranho”
De acordo com a SIC Notícias, e segundo as declarações do CEO da Ryanair, Michael O’Leary, as conclusões preliminares da investigação conduzida pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) sugerem que o incidente poderá ter sido provocado por danos causados por um objeto estranho.
De acordo com o responsável, os primeiros indícios apontam para um objeto que poderá ter atingido a aeronave durante a descolagem em Salónica, embora sublinhe que ainda não existem conclusões definitivas.
A investigação continua em curso e será o relatório final a determinar com precisão o que esteve na origem do acidente.
Ryanair garante que os aviões são seguros
Entretanto, a Ryanair reforçou a confiança na segurança da sua frota. O diretor financeiro do grupo, Neil Sorahan, afirmou que a companhia está em contacto permanente com a família do passageiro e elogiou a atuação da tripulação.
Segundo o responsável, tanto os pilotos como os assistentes de bordo tiveram uma resposta exemplar, permitindo que todos os ocupantes abandonassem a aeronave sem ferimentos graves.
Sorahan acrescentou ainda que a Ryanair opera uma frota relativamente recente, sujeita a manutenção rigorosa e com tripulações altamente treinadas, garantindo que os passageiros podem continuar a confiar na segurança dos voos da companhia.
Autoridades não exigiram alterações
Até ao momento, nem a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) nem a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) determinaram qualquer alteração aos procedimentos operacionais da Ryanair na sequência deste incidente.
A companhia aérea tinha confirmado inicialmente apenas que o voo realizou uma aterragem de emergência e que um dos passageiros necessitou de assistência médica.
A mulher de Ljubiša Karović acusou entretanto a tripulação de não ter prestado todo o apoio necessário após o incidente. A Ryanair rejeita essas críticas e afirma que o caso continua a ser acompanhado enquanto decorre a investigação independente do NTSB.
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