As longas filas no controlo de passaportes continuam a preocupar a Ryanair, que identificou 16 aeroportos europeus onde os passageiros britânicos poderão enfrentar atrasos significativos neste verão. De acordo com o Notícias ao Minuto, o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, integra essa lista, mas o Aeroporto de Faro, no Algarve, não foi incluído entre os destinos considerados mais problemáticos pela companhia aérea.
A transportadora irlandesa atribui estes constrangimentos ao Sistema de Entrada/Saída (EES) da UE, que substituiu o tradicional carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos dos viajantes oriundos de países terceiros. Apesar da implementação progressiva do sistema, a empresa considera que continuam a existir falhas operacionais em vários aeroportos.
Lisboa entre os aeroportos identificados
A lista divulgada pela Ryanair reúne 16 aeroportos frequentemente utilizados por passageiros do Reino Unido. Além de Lisboa, inclui infraestruturas, como Madrid, Málaga, Alicante, Lanzarote, Tenerife Sul, Paris Beauvais, Berlim, Budapeste, Cracóvia, Verona, Milão Bergamo, Milão Malpensa, Colónia e Frankfurt Hahn.
A ausência de Faro acaba por destacar o principal aeroporto algarvio num contexto em que milhares de britânicos escolhem a região para as férias de verão. Embora a companhia não explique os critérios específicos para a seleção, o aeroporto algarvio não surge entre os locais apontados como mais suscetíveis a atrasos.
Companhia critica funcionamento do EES
A Ryanair considera que o sistema europeu continua longe de funcionar de forma eficiente. Citado pelo Notícias ao Minuto, o diretor de operações da empresa, Neal McMahon, afirma que “a realidade é que o sistema EES não está a funcionar corretamente”.
O responsável acrescenta que “as famílias estão a pagar o preço por um sistema que não funciona meses após ter sido lançado” e defende que “os passageiros não deveriam ser cobaias para uma infraestrutura de fronteira inacabada”.
Problemas persistem em vários aeroportos
A companhia sustenta que muitos aeroportos ainda não dispõem de quiosques de autoatendimento plenamente operacionais. Além disso, refere que os meios humanos e as infraestruturas disponíveis continuam insuficientes para responder ao elevado fluxo de passageiros durante os períodos de maior procura.
Como consequência, explica a publicação, os passageiros enfrentam tempos de espera mais longos, sobretudo nos controlos de fronteira destinados a viajantes extracomunitários. Para a Ryanair, estes atrasos poderiam ser evitados caso o sistema estivesse totalmente preparado.
Recomendação para quem viaja este verão
Face a este cenário, a transportadora aconselha os passageiros britânicos que viajem para destinos fora do Espaço Schengen, ou que façam escala em aeroportos afetados, a preverem mais tempo para completar todos os procedimentos antes do embarque.
Entre as verificações exigidas pelo EES podem estar a leitura do passaporte, a recolha de impressões digitais e a captura da imagem facial, operações que prolongam o tempo de passagem pelos postos de controlo fronteiriço.
Ryanair pede mais tempo à União Europeia
A companhia defende igualmente que as atuais flexibilidades na aplicação do sistema sejam prolongadas até ao início de 2027. Conforme a mesma fonte, o objetivo é permitir que aeroportos e autoridades fronteiriças disponham de mais tempo para corrigir as limitações identificadas desde a entrada em funcionamento do EES.
Segundo a empresa, essa prorrogação reduziria o impacto sobre os passageiros durante os períodos de maior movimento, evitando filas prolongadas e dificuldades operacionais em vários aeroportos europeus.















