Portugal entra oficialmente no outono esta quarta-feira, 23 de setembro, ao contrário de outros anos em que a nova estação entra a 21 ou 22 de setembro. A mudança de estação acontece exatamente às 1:05 h, hora de Portugal continental e da Madeira, no momento do equinócio, quando o Sol atravessa o equador terrestre e o dia e a noite apresentam uma duração muito semelhante.
De acordo com a National Geographic Portugal, o fenómeno ocorre duas vezes por ano e produz efeitos diferentes consoante o hemisfério. Enquanto no hemisfério Norte o equinócio de setembro assinala o início do outono, no hemisfério Sul determina a entrada na primavera. Em março acontece precisamente o contrário.
Outono começa às 1:05 h de quarta-feira
O instante exato do equinócio varia de ano para ano devido a diferentes fatores astronómicos. Este ano, a mudança acontece a 23 de setembro, às 1:05 h, dando início a uma estação que deverá prolongar-se durante cerca de 89 dias e 21 horas.
O outono terminará apenas em dezembro, quando ocorrer o solstício de inverno. Segundo a mesma fonte, está previsto para 21 de dezembro, às 20:50 h, momento a partir do qual o hemisfério Norte entra oficialmente na estação mais fria do ano.
Dias e noites ficam praticamente com a mesma duração
A palavra equinócio está associada precisamente ao equilíbrio entre a duração do período diurno e noturno. Nesta altura, o Sol encontra-se numa posição em que atravessa o equador terrestre, fazendo com que, em termos aproximados, dia e noite tenham praticamente o mesmo número de horas.
A partir deste momento, porém, a tendência torna-se cada vez mais evidente no hemisfério Norte. Os dias continuam a encurtar e as noites tornam-se progressivamente mais longas à medida que se aproxima o solstício de inverno.
Dias começam agora a perder luz mais depressa
A chegada do outono coincide também com uma fase em que a redução das horas de luz se torna particularmente percetível. Na Península Ibérica, nesta época, o Sol pode nascer mais de um minuto mais tarde e pôr-se mais de um minuto mais cedo de um dia para o outro.
A mudança sentida ao final da tarde será ainda mais acentuada dentro de algumas semanas. A 25 de outubro acontece a mudança para o horário de inverno, altura em que os relógios devem ser atrasados uma hora e Portugal regressa ao horário padrão.
Equinócios foram importantes para antigas civilizações
Muito antes de ser possível determinar o equinócio ao minuto, diferentes civilizações já acompanhavam o movimento do Sol e associavam estes momentos a ciclos agrícolas, religiosos e culturais. Alguns monumentos foram mesmo construídos ou orientados de forma a criar efeitos particulares durante estes períodos do ano.
A National Geographic Portugal dá como exemplo Chichén Itzá, no México, onde a luz solar produz, durante os equinócios, um efeito semelhante a uma serpente ao longo das escadarias de uma das pirâmides. O fenómeno esteve historicamente associado a rituais e à relação das populações com os seus deuses.
Há monumentos alinhados com o Sol em vários países
Também o antigo Egito utilizou conhecimentos astronómicos na orientação de templos, numa época em que os movimentos solares ajudavam a organizar períodos relacionados com a agricultura. Outros exemplos podem ser encontrados atualmente em diferentes partes do mundo.
Um dos mais conhecidos é Angkor Wat, no Camboja. Durante o amanhecer próximo dos equinócios, o Sol pode ser observado alinhado com a zona central do conjunto monumental, atraindo atualmente visitantes que procuram acompanhar o fenómeno. Em Portugal, a mudança será muito mais discreta: às 1:05 h desta quarta-feira termina oficialmente o verão e começa um outono que se prolongará quase até ao Natal.
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