O empresário João Louro começou por trabalhar na manutenção de aviões e, depois da extinção da Air Columbus, criou a LAS em 1995. Três décadas depois, o grupo emprega mais de 100 pessoas, faturou 10 milhões de euros em 2025 e acaba de passar para o controlo do maior grupo europeu de manutenção aeronáutica.
De acordo com o Jornal Económico, João Louro era técnico de manutenção aeronáutica quando decidiu avançar com um projeto próprio. Em 1995, depois de ter trabalhado na extinta companhia aérea Air Columbus, fundou aquela que viria a tornar-se a LAS.
Na altura, o próprio fundador era o primeiro técnico de manutenção da empresa. Mais de 30 anos depois, a realidade é bastante diferente: a LAS tornou-se num grupo com mais de 100 trabalhadores e atividade nos cinco principais aeroportos portugueses.
Agora, a história da empresa portuguesa entra numa nova fase. A LAS passou para o controlo da Nayak Aircraft Services, grupo de origem alemã apresentado pelo Jornal Económico como o maior grupo europeu de serviços de manutenção aeronáutica.
Empresa faturou 10 milhões de euros em 2025
O crescimento desde aquele primeiro técnico traduz-se também nos números. A LAS faturou 10 milhões de euros em 2025 e diz ter mantido um crescimento de dois dígitos desde a pandemia de Covid-19.
Atualmente, o grupo é composto por três empresas: LAS Maintenance, dedicada à manutenção aeronáutica, LAS Training, ligada à formação, e SLOT Recursos Humanos. A fundação do grupo em maio de 1995 é também confirmada pela CMS Portugal, que assessorou a Nayak na aquisição.
A dimensão do negócio é bastante diferente daquela com que João Louro começou há três décadas.
“Quando fundei a LAS, o objetivo era continuar a trabalhar na manutenção aeronáutica”, recordou o empresário ao Jornal Económico. Segundo João Louro, o crescimento aconteceu progressivamente, à medida que chegaram novos clientes e a equipa foi aumentando.
TAP, Emirates e Air Canada estão entre os clientes
Hoje, a LAS está presente nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Funchal e tem mais de 50 companhias na sua carteira de clientes.
Entre os nomes encontram-se TAP, KLM, Emirates, Air Canada e United Airlines. Na área da carga aérea, a empresa trabalha também com a DHL.
A easyJet mantém uma das relações comerciais mais antigas com a LAS, sendo cliente desde o início das operações da companhia britânica em Portugal.
Gigante europeu já tinha tentado comprar a LAS
A aquisição não surgiu de um primeiro contacto entre as duas empresas. Segundo o Jornal Económico, a LAS foi alvo de várias abordagens de grupos internacionais ao longo dos últimos anos e a própria Nayak já tinha tentado avançar anteriormente, sem conseguir fechar o negócio.
Desta vez, a operação avançou. Fontes especializadas do setor indicam que a Nayak adquiriu uma participação de controlo na LAS. O valor pago pela operação não foi divulgado.
A Nayak conta com mais de 60 estações próprias espalhadas pela Europa. A aquisição da empresa portuguesa permite-lhe reforçar a presença no sul do continente.
Há ainda uma particularidade na relação entre as duas empresas: antes de passarem a fazer parte do mesmo grupo, chegaram a ser importantes concorrentes no mercado português.
João Louro continua à frente da empresa que criou
A entrada do grupo europeu não significa a saída do fundador. João Louro continuará como acionista e CEO da LAS Maintenance, mantendo-se igualmente a atual estrutura de gestão e operação.
A empresa continuará também a utilizar a marca LAS, enquanto Portugal permanece como sede da estrutura operacional e da equipa de gestão.
Para João Louro, um dos fatores considerados na escolha da Nayak foi precisamente encontrar um parceiro alinhado na relação com os trabalhadores, clientes e na visão para o futuro da empresa.
Três décadas depois de ter começado como o primeiro técnico da LAS, o fundador mantém-se assim à frente de uma empresa portuguesa que passou de um projeto criado em 1995 para um grupo com mais de uma centena de trabalhadores, 10 milhões de euros de faturação anual e dezenas de companhias aéreas entre os clientes.
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