Cashback e cash advance são dois conceitos cada vez mais presentes no quotidiano financeiro, sobretudo para quem utiliza cartões bancários com frequência. Apesar de partilharem o termo “cash”, referem-se a mecanismos distintos com implicações muito diferentes.
É fundamental compreender estas diferenças para tomar decisões mais informadas na gestão do orçamento pessoal. Um uso incorreto pode representar encargos consideráveis. A ideia de obter dinheiro ou vantagens através de um simples cartão é atrativa, mas nem sempre isenta de custos ou riscos, como explica o Ekonomista.
Como funciona o cashback
O cashback corresponde à devolução de uma percentagem do valor gasto em compras com determinados cartões de crédito. Essa percentagem pode variar entre 1% e 3%, dependendo da entidade emissora e das condições contratadas.
Por exemplo, como explica a mesma fonte, uma compra de 100 euros com um cartão que oferece 2% de cashback resulta na devolução de 2 euros. Esta devolução pode assumir a forma de crédito no extrato ou converter-se em pontos, milhas ou descontos.
Há bancos que restringem o cashback a determinadas categorias de despesas ou estabelecem limites máximos mensais de devolução.
O que deve analisar antes de optar por cashback
Nem todos os cartões com cashback são vantajosos para todos os perfis de utilizador. É necessário considerar a anuidade, a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) e a frequência com que se faz uso do cartão.
Caso o valor devolvido não compense os encargos associados, poderá acabar por pagar mais do que aquilo que recebe em retorno.
Antes de aderir, a publicação sugere que deve verificar as condições específicas no contrato e avaliar se faz sentido face aos seus hábitos de consumo.
O que é o cash advance
Já o cash advance, como explica o Ekonomista, é uma funcionalidade que permite levantar dinheiro com o cartão de crédito. Na prática, trata-se de um adiantamento de fundos, com encargos similares aos de um empréstimo de curto prazo.
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É uma solução normalmente usada em situações de urgência, mas que acarreta juros elevados e comissões adicionais por operação.
Este valor é imediatamente descontado no plafond do cartão, reduzindo o montante disponível para novas compras.
Encargos e riscos associados ao cash advance
As comissões sobre o cash advance incluem geralmente uma taxa fixa por levantamento e uma percentagem sobre o valor solicitado. A TAEG aplicada a este tipo de operação é, habitualmente, mais elevada do que a das compras com cartão.
Segundo a mesma fonte, em levantamentos no estrangeiro, os custos podem aumentar devido às comissões internacionais cobradas pelas instituições bancárias. Como tal, este tipo de adiantamento deve ser usado apenas em situações excecionais e com total conhecimento dos encargos aplicáveis.
Onde consultar os custos
Os encargos associados ao cashback e ao cash advance estão discriminados nos preçários das instituições bancárias, como explica o Ekonomista. Estes devem estar disponíveis nos balcões, nos sites dos bancos e no portal do Banco de Portugal.
O Banco de Portugal disponibiliza ainda um comparador de comissões online, onde é possível comparar os custos praticados por diferentes bancos em serviços como o cash advance Para isso, basta selecionar a opção “Por serviço”, depois “Cartão de crédito” e, por fim, “Cash Advance”.
Compreender os dois conceitos permite uma utilização mais eficiente dos cartões bancários. O cashback pode representar um pequeno ganho, desde que não implique custos superiores.
Já o cash advance deve ser considerado uma solução de último recurso, dado que representa um crédito com condições menos favoráveis.
Ao tomar decisões informadas, o utilizador pode evitar encargos desnecessários e manter o controlo das suas finanças pessoais.
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