Os tripulantes de cabine da easyJet aprovaram uma greve entre 2 e 6 de outubro que, segundo a companhia, poderá afetar cerca de 500 voos programados das bases de Faro, Lisboa e Porto. Foi também aprovada uma paralisação entre 19 e 23 de dezembro.
A decisão foi tomada em 17 de setembro, numa assembleia-geral de emergência destinada a analisar a situação laboral na transportadora e a decidir medidas. A moção apresentada pela direção do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) foi aprovada por unanimidade, com 188 votos a favor.
Fonte oficial da easyJet confirmou à Lusa as datas das duas paralisações, que abrangem cinco dias em outubro e outros cinco em dezembro. Os serviços mínimos serão “posteriormente negociados”, acrescentou.
Companhia antecipa maior impacto nos dias que antecedem o Natal
Para a greve de dezembro, a empresa afirmou que “ainda não é possível saber” quantos voos poderão ser afetados.
Ainda assim, a mesma fonte considerou que “é expectável que o número seja bastante maior” do que em outubro, por se tratar da “época de Natal onde o número de voos é sempre reforçado pelo aumento da procura”.
A estimativa de cerca de 500 voos potencialmente afetados refere-se, assim, apenas à paralisação de 2 a 6 de outubro e ao conjunto das três bases portuguesas.
Sindicato denuncia instabilidade nas escalas e pressão para horas extra
Entre os motivos de contestação, o SNPVAC aponta a falta de estabilidade nas escalas e o que considera ser um tratamento discriminatório face aos pilotos nas compensações oferecidas no âmbito do Acordo de Empresa.
O sindicato denuncia também pressão para que os tripulantes realizem horas extra para fins comerciais.
Antes da assembleia-geral, a estrutura sindical tinha admitido que “todas as hipóteses” estavam em cima da mesa. Em declarações à Lusa, a direção afirmou que “as condições laborais dos tripulantes da easyJet continuam a deteriorar-se em Portugal”.
“Temos alertado constantemente a easyJet para esta situação que pouco ou nada se tem alterado com impactos muito negativos para os direitos dos tripulantes”, acrescentou o SNPVAC.
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