Ministro da Economia defende que Portugal deve apostar num turismo de maior valor acrescentado, onde cada visitante gaste mais durante a estadia. O objetivo, diz, é melhorar os salários dos trabalhadores e garantir maior retorno para as empresas do setor.
Manuel Castro Almeida afirmou esta sexta-feira que Portugal deve privilegiar um modelo turístico assente na qualidade e não apenas na quantidade de visitantes.
As declarações foram feitas no final de uma reunião dos ministros do Turismo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em Díli, Timor-Leste.
“Cada turista tem de pagar mais”
De acordo com o Jornal de Negócios, o governante considera que o país deve aumentar o valor gerado pelo turismo.
“Cada turista tem de pagar mais pelos dias que passa em Portugal”, afirmou, defendendo que essa estratégia permitirá criar melhores condições para quem trabalha no setor.
Segundo o ministro, um turismo com maior valor acrescentado deverá traduzir-se em salários mais elevados para os trabalhadores e em maior capacidade de investimento por parte das empresas.
Turismo de massa não é a solução
Manuel Castro Almeida sublinhou que Portugal deve diferenciar-se através da sua identidade, valorizando aquilo que torna o país único.
Na sua perspetiva, os turistas procuram cada vez mais experiências autênticas e diferenciadoras, pelo que cada destino deve apostar nas suas características próprias.
O responsável considera que o turismo de massa não responde aos desafios atuais e que o futuro passa pela valorização da oferta.
Cultura e natureza entre as prioridades
Durante a reunião da CPLP, os ministros defenderam também a especialização dos destinos turísticos.
Entre as áreas destacadas estiveram o turismo cultural, o turismo de natureza e a preservação da identidade de cada país como fatores de diferenciação.
A aposta passa por criar experiências mais qualificadas e atrativas para os visitantes.
Acordo prevê formação de jovens para o setor
Durante a visita a Timor-Leste, o ministro assinou ainda um acordo de cooperação na área do turismo.
O protocolo prevê a formação de jovens timorenses por formadores portugueses.
Segundo Manuel Castro Almeida, parte desses profissionais permanecerá em Timor-Leste para apoiar o desenvolvimento local, enquanto outros poderão vir trabalhar para Portugal, ajudando a colmatar a falta de mão de obra no setor do turismo.
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