Um golo do espanhol Darío Poveda, aos 90+1 minutos, permitiu este sábado ao Farense vencer em casa o Famalicão por 2-1 e ganhar novo fôlego na luta pela manutenção na I Liga portuguesa de futebol, à 32.ª jornada.
Poveda culminou a reviravolta dos locais, iniciada por Filipe Soares, aos 45+4 minutos, acabando com uma série de nove jogos seguidos dos algarvios sem vencer em casa, depois do francês Simon Elisor dar vantagem aos forasteiros, aos 30.
O Farense, que não ganhava em casa desde 29 de novembro de 2024 (1-0 ao Estrela), subiu, à condição, do 18.º para o 17.º posto, com 24 pontos, os mesmos do AVS, 16.º, em lugar de play-off, que recebe na segunda-feira o Boavista, agora 18.º e último, com 21, numa tabela em que o Famalicão é sétimo, com 44.
Farense vence em casa cinco meses depois com golo de Poveda nos descontos
Um golo de Darío Poveda no primeiro minuto de descontos permitiu este sábado ao Farense vencer o Famalicão, por 2-1, na 32ª jornada da I Liga de futebol, e voltar aos triunfos caseiros após um jejum de cinco meses.
Os minhotos colocaram-se em vantagem, por intermédio do avançado francês Simon Elisor, aos 30 minutos, mas Filipe Soares igualou ainda antes do intervalo, aos 45+4, e o dianteiro espanhol selou a reviravolta aos 90+1.
A formação de Faro registava nove jogos sem vencer em casa, desde 29 de Novembro de 2024 (1-0 ao Estrela da Amadora, então também com golo decisivo de Poveda).
Ao vencer, o Farense mantém o sonho da manutenção em aberto, ocupando o 17.º lugar, com 24 pontos, em igualdade pontual com o AVS, 16.º, em vaga de play-off e que na segunda-feira recebe o 18.º e último Boavista (21).
Já o Famalicão ficou definitivamente afastado da luta pelo apuramento para a Liga Conferência, sendo sétimo classificado, com 44 pontos.
No Farense, Marco Moreno, Filipe Soares e Rui Costa foram as três novidades no onze, face à derrota (1-0) no reduto do Gil Vicente, enquanto os minhotos registaram duas mudanças em relação ao empate caseiro (1-1) com o Sporting de Braga, com as entradas de Topic e Óscar Aranda.
Os algarvios, que tinham pela frente uma partida crucial na luta pela manutenção, entraram num ‘4x4x2 losango’ com maior dinâmica e, no espaço de poucos minutos, Cláudio Falcão já tinha desperdiçado duas boas oportunidades, cabeceando para fora aos dois e seis minutos.
A partida prosseguiu com o ascendente imposto pelos anfitriões, perante um Famalicão, em ‘4x2x3x1’, mais quieto, e que viu o seu guardião Lazar Carevic protagonizar duas defesas excelentes, em ameaças de Marco Moreno (27 minutos) e Rony Lopes (29).
Contra a corrente do jogo, a equipa de Hugo Oliveira abriu o marcador na sua primeira oportunidade, aos 30 minutos, quando o médio Gustavo Sá ‘descobriu’ Simon Elisor com um passe ‘a rasgar’ e o dianteiro francês, isolado perante Kaique, finalizou de forma fria.
O Farense, que não marcava em casa há 593 minutos (derrota por 1-2 com o Rio Ave, na 19.ª jornada), ainda foi a tempo de restabelecer a igualdade no primeiro tempo, mesmo ‘à beira’ do intervalo, aos 45+4, num desvio à ‘boca da baliza’ de Filipe Soares, com assistência de Cláudio Falcão.
Óscar Aranda protagonizou o primeiro lance de perigo do segundo tempo, num remate de fora da área que obrigou Kaique a boa estirada, aos 51 minutos, antes de um longo período de sossego, em que as duas equipas se mostraram pouco imaginativas no terço ofensivo.
Rui Costa, aos 77 minutos, e Van de Looi, aos 87, obrigaram os dois guarda-redes a grandes defesas em remates de longe, mas a ‘bomba’ do jogo acabou por ‘explodir’ no primeiro minuto de descontos.
Darío Poveda, aposta de Tozé Marreco aos 79 minutos, entrou para marcar pouco depois, num grande remate, colocando a bola no ângulo superior esquerdo da baliza de Carevic, para gáudio dos cerca de 3.000 espetadores locais.
Declarações após o jogo Farense-Famalicão (2-1)
– Tozé Marreco (treinador do Farense): “A primeira parte foi mais um exemplo do que já se passou aqui noutros jogos. Fomos muito superiores e a situação normal seria ter ido para o intervalo com um ou dois golos de vantagem.
Depois, na primeira aproximação à nossa baliza, o que tem sido lugar-comum nestes jogos em casa, levámos com um golo. Levantámo-nos, reagimos e foi importante chegar ao empate próximo do intervalo.
Foi uma primeira parte em que não deixámos jogar, em que criámos pelo menos três situações claras de golo.
A segunda parte foi mais equilibrada. Apresentámos uma forma diferente de organização e o jogo quebrou para ajustes. Desta vez caiu para nós. Foi merecido o momento de inspiração que tivemos, é mais do que merecido por tudo o que temos feito.
Tem sido muito duro o que temos passado. Para a história vão ficar os resultados, os pontos, é isso que fica de registo, mas os rapazes têm passado constantemente que o resumo de jogo seja um e o resultado do jogo seja outro. A confiança fica muito abalada.
Temos lutado todos os dias. Depois de Barcelos, trabalhámos, eles no limite novamente, ninguém a baixar os braços e é justo para eles que este resultado apareça. Sem alma nem crença nada é feito nesta vida. Hoje fomos recompensados”.
– Hugo Oliveira (treinador do Famalicão): “Nos momentos finais, devíamos ter aproveitado a emoção do adversário e ter capacidade para um maior discernimento nos momentos de decisão.
Foi um jogo extremamente emocional, mas tínhamos de, nesses momentos, ter mais personalidade e não fugir dos nossos caminhos e dos nossos posicionamentos.
Nem sempre estivemos perto disso e acabámos por sofrer.
[As motivações para as últimas jornadas] A evolução do que é o nosso caminho e o nosso jogar. Tem sido assim desde que cheguei. O ADN deste clube é de querer melhorar e crescer e este jogo foi uma aprendizagem.
O nosso jogo é mais interpretativo, bem jogado, e temos de tirar proveito dos nossos caminhos, mesmo quando o adversário está mais emocional e o jogo fica extremamente instável”.
Jogo no Estádio de São Luís, em Faro
Farense – Famalicão, 2-1
Ao intervalo: 1-1
Marcadores:
0-1, Simon Elisor, 30 minutos.
1-1, Filipe Soares, 45+4.
2-1, Darío Poveda, 90+1.
Equipas:
– Farense: Kaique, Pastor, Marco Moreno, Tomás Ribeiro (Raúl Silva, 89), Paulo Victor, Cláudio Falcão, Rony Lopes (Marco Matias, 79), Filipe Soares (Darío Poveda, 79), Yusupha (Samuel Justo, 89), Rui Costa e Tomané (Álex Bermejo, 66).
(Suplentes: Miguel Carvalho, Artur Jorge, Zé Carlos, Álex Bermejo, Darío Poveda, Derick Poloni, Raúl Silva, Marco Matias e Samuel Justo).
Treinador: Tozé Marreco.
– Famalicão: Lazar Carevic, Rodrigo Pinheiro, Léo Realpe, Justin de Haas, Rafa Soares (Pedro Bondo, 90), Tom van de Looi, Mirko Topic (Mathias de Amorim, 66), Sorriso, Gustavo Sá, Óscar Aranda (Gil Dias, 75) e Simon Elisor (Václav Sejk, 75).
(Suplentes: Zlobin, Lucas Calegari, Enea Mihaj, Pedro Bondo, Mathias de Amorim, Mamageishvili, Gil Dias, Václav Sejk e Samuel Lobato).
Treinador: Hugo Oliveira.
Árbitro: André Narciso (AF Setúbal).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Léo Realpe (09), Rony Lopes (17), Cláudio Falcão (34), Paulo Victor (40), Tom van de Looi (49), Simon Elisor (52), Filipe Soares (56), Marco Moreno (69), Tomás Ribeiro (73) e Álex Bermejo (90+6). Cartão vermelho direto para Pedro Bondo (90+6).
Assistência: Cerca de 3.000 espetadores.
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