A partir de 1 de janeiro de 2029, entra em vigor uma nova regra que obriga à instalação de tecnologia capaz de travar comportamentos de condução irresponsáveis. Esta medida aplica-se a quem acumule infrações graves, impondo um dispositivo que impede o veículo de ultrapassar os limites legais de velocidade.
A tecnologia em causa que vai ser implementada no estado de Washington, nos Estados Unidos, conhecida como Assistência de Velocidade Inteligente (ISA, na sigla inglesa), utiliza dados GPS para impedir que o automóvel ultrapasse o limite legal em cada troço da estrada. Assim, sempre que o condutor tentar acelerar para além do permitido, o veículo simplesmente não obedecerá.
Excesso de velocidade ligado a mortes nas estradas
Este passo legislativo surge como resposta a um aumento preocupante no número de acidentes rodoviários fatais. Em 2023, um terço das 809 mortes em acidentes no estado de Washington estiveram diretamente relacionadas com o excesso de velocidade.
Lei BEAM em memória de quatro vítimas
O governador Bob Ferguson assumiu um papel determinante na aprovação desta nova lei. A medida foi oficialmente designada como Lei BEAM, em homenagem a quatro vítimas mortais de um acidente causado por velocidade excessiva, ocorrido no ano passado.
Tribunais decidem quem instala o sistema
Segundo o novo enquadramento legal, caberá à autoridade judicial determinar a obrigatoriedade de instalação do sistema ISA nos veículos dos infratores reincidentes. A decisão dependerá do historial do condutor e da gravidade das infrações cometidas.
Manipulação será penalizada com prisão e multa
Os condutores que tentem manipular ou desativar o sistema serão alvo de penalizações adicionais. A legislação prevê que estas ações possam constituir uma infração menor, mas punível com pena até um ano de prisão e multas que podem atingir os 2.500 dólares, cerca de 2.188 euros.
Europa já vai mais à frente
Este tipo de tecnologia já é obrigatória na União Europeia para todos os veículos novos desde 2022, como parte dos esforços para reduzir os acidentes rodoviários, de acordo com o Automóvel Club de Portugal. Nos Estados Unidos, no entanto, esta abordagem ainda está numa fase inicial de implementação.
Outros estados também aderiram
Com a nova legislação, Washington junta-se a outros estados como Virgínia, Geórgia e ao distrito de Washington D. C., que já avançaram com medidas semelhantes para reforçar a segurança nas estradas. Este conjunto de iniciativas reflete uma mudança gradual na forma como as autoridades norte-americanas encaram o combate à condução imprudente.
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Velocidade continua a ser problema grave
As estatísticas mostram que a velocidade continua a ser uma das principais causas de morte nas estradas norte-americanas. Por isso, soluções tecnológicas como o ISA ganham cada vez mais destaque nos planos de segurança rodoviária.
Apoio político transversal
Apesar de algumas críticas relacionadas com a possível limitação da liberdade do condutor, a proposta reuniu apoio bipartidário no Congresso estadual. O consenso político demonstra a urgência em travar comportamentos de risco ao volante.
As autoridades esperam que esta iniciativa sirva como modelo para outros estados norte-americanos. Caso os resultados sejam positivos, é provável que mais regiões avancem com legislações semelhantes nos próximos anos.
Medida visa mudar comportamentos
Além da questão penal, a medida também pretende provocar uma mudança de mentalidades, alertando os condutores para os perigos da velocidade excessiva, segundo o El Motor. Ao dificultar comportamentos de risco, pretende-se fomentar uma cultura de maior responsabilidade na condução.
Tecnologia pode reduzir acidentes
A aposta em tecnologias de assistência à condução tem vindo a ganhar terreno a nível internacional. O caso do estado de Washington poderá ser determinante para o avanço definitivo destas soluções nos Estados Unidos.
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