A Via Verde atualiza esta sexta-feira a tabela de preços dos seus serviços, com aumentos que chegam aos 25% em algumas modalidades, sobretudo na Via Verde Mobilidade Leve, usada por clientes que pagam apenas nos meses em que utilizam o identificador.
De acordo com o portal de economia Executive Digest, a nova tabela de 2026 afeta de forma mais expressiva os utilizadores ocasionais, ou seja, quem recorre ao sistema apenas em determinados meses para passar em portagens ou usar serviços associados, como parques de estacionamento, estações de serviço ou restauração.
Segundo os valores divulgados, é precisamente nessa modalidade que se registam as maiores subidas, num agravamento que poderá levar muitos clientes a repensar a opção contratada.
Mobilidade Leve concentra os maiores aumentos
Até agora, o custo mensal da Via Verde Mobilidade Leve era de 2,09 euros para clientes com fatura em papel e de 1,59 euros para quem escolhia extrato eletrónico.
Com a atualização que entra hoje em vigor, esses valores passam para 2,49 euros e 1,99 euros, respetivamente. Na prática, trata-se de uma subida entre 20% e 25%, consoante a modalidade de faturação escolhida.
Esta alteração torna a opção anual mais atrativa mais cedo do que acontecia anteriormente. Se antes eram precisos cerca de seis meses de utilização para compensar a anuidade, agora bastam cinco meses para que essa solução possa fazer mais sentido para muitos condutores.
Aluguer mensal quase não sofre alterações
Já no caso dos clientes que alugam o identificador com um pagamento mensal fixo, a atualização é bastante mais ligeira.
O preço passa de 1,03 euros para 1,04 euros por mês, enquanto para os utilizadores com extrato eletrónico sobe de 0,53 euros para 0,54 euros.
Apesar de residual, esta subida acompanha a atualização geral da tabela e permite à empresa ajustar os custos sem um impacto relevante neste segmento de clientes.
Há modalidades que mantêm os mesmos preços
Nem todos os serviços da Via Verde sofrem agravamentos com a nova tabela. A compra do identificador válido apenas para portagens mantém-se nos 45 euros, ou 37,50 euros para quem adere ao extrato eletrónico.
No aluguer anual, há apenas um ligeiro aumento, com o preço a passar de 12,25 euros para 12,39 euros. Para os clientes com extrato eletrónico, o valor sobe de 6,25 euros para 6,39 euros.
Já a modalidade de pré-pagamento, disponível exclusivamente nos CTT, mantém os preços atuais: 25 euros para veículos de classe 1 e 5, onde se incluem os motociclos, e 60 euros para veículos das classes 2, 3 e 4.
Utilizadores ocasionais serão os mais afetados
O impacto da atualização deverá sentir-se sobretudo entre os utilizadores que recorrem ao identificador apenas em meses pontuais, já que são esses que ficam mais expostos às subidas da modalidade Mobilidade Leve.
Para quem usa a Via Verde com regularidade ao longo do ano, a diferença poderá ser menos significativa, sobretudo se optar por modalidades com pagamento fixo ou anual.
A nova tabela entra em vigor num contexto de ajustamento de custos operacionais e tecnológicos, numa altura em que a empresa continua a alargar os serviços associados ao identificador para lá das portagens.
















