Um condutor intercetado em Sevilha, no sul de Espanha, acusou 1 miligrama de álcool por litro de ar expirado num teste de alcoolemia. Perante o resultado, quatro vezes acima do limite máximo aplicável, atribuiu a taxa ao vinagre de um gaspacho que teria comido antes de conduzir.
O valor ultrapassa não só o limite geral de 0,25 mg/l para condutores em Espanha, como também o patamar de 0,60 mg/l a partir do qual a condução sob influência de álcool pode ter relevância penal. O homem foi informado de que seria investigado por um alegado crime contra a segurança rodoviária.
Explicação foi o vinagre do gaspacho
De acordo com o jornal espanhol El País, o condutor foi mandado parar pela Polícia Local de Castilleja de la Cuesta depois de os agentes terem detetado uma condução irregular. Quando soube o resultado do teste, afirmou que não tinha ingerido álcool e associou a taxa ao vinagre utilizado no gaspacho.
A explicação não foi aceite pelos agentes. Segundo a mesma fonte, o homem foi informado dos seus direitos enquanto investigado, mas não detido, e o caso seguirá para um julgamento rápido. O episódio não demonstra que o gaspacho provoque, por si só, resultados desta dimensão no teste de alcoolemia. Aliás, a receita original do gaspacho não inclui álcool, pelo que nunca acusaria positivo no teste do balão se conduzisse após consumir este prato tradicional espanhol.
Antes de realizar o teste, o condutor já tinha sido visto a executar manobras confusas. A polícia referiu ainda que circulava sem cinto de segurança e utilizava o telemóvel manualmente enquanto conduzia.
Quando foi identificado, os agentes observaram sinais compatíveis com o consumo de álcool e submeteram-no às provas de alcoolemia. O resultado foi de 1 mg/l no ar expirado, valor que tornou a justificação apresentada pelo homem o centro do relato divulgado posteriormente pela polícia.
Resultado acima do patamar penal
A publicação explica que o limite máximo geral em Espanha é de 0,25 mg/l de álcool no ar expirado. O condutor acusou, portanto, quatro vezes esse valor e ficou também acima dos 0,60 mg/l considerados relevantes para efeitos penais.
Perante este enquadramento, poderá enfrentar pena de prisão entre três e seis meses, multa entre seis e 12 meses ou trabalho a favor da comunidade entre 31 e 90 dias. A sanção pode ainda incluir a inibição de conduzir por um período entre um e quatro anos.
Caso chegou às redes sociais
A Polícia Local partilhou nas redes sociais uma imagem alusiva à ocorrência, que gerou comentários sobre a explicação dada pelo condutor. “Não acredito”, escreveu uma utilizadora, numa reação reproduzida pelo jornal.
Apesar do tom de alguns comentários, o episódio ocorreu depois de uma condução que, segundo os agentes, incluía várias infrações e comportamentos suscetíveis de colocar em causa a segurança rodoviária. O desfecho será agora decidido pelas autoridades judiciais espanholas.
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