O líder do Chega, André Ventura, criticou esta quarta-feira as buscas realizadas na Câmara Municipal de Albufeira, liderada pelo seu partido, acusando as autoridades de utilizarem “poderes policiais e coercivos para intimidar um representante do povo”.
“O que aconteceu hoje é, a todos os títulos, lamentável. As autoridades portuguesas usaram os seus poderes policiais e coercivos para intimidar um representante do povo que tinha afirmado – e bem – que não continuaria a dar mais casas sociais para ciganos”, referiu.
Ventura reage e invoca programa político do Chega
Numa publicação na rede social X, André Ventura afirmou que essa posição integra o “programa político” do Chega, sublinhando que o partido é a “segunda maior força nacional” e que tem “o dever de cumprir” o que prometeu aos eleitores.
O Ministério Público confirmou a realização de buscas na Câmara Municipal de Albufeira, no âmbito de um inquérito que se encontra em segredo de justiça, não avançando, para já, mais detalhes sobre as suspeitas em investigação.
“Confirma-se apenas a realização de buscas no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora, o qual se encontra em segredo de justiça”, adiantou a Procuradoria-Geral da República, em resposta à Lusa.
Suspeitas de incitamento ao ódio na origem do processo
A notícias das buscas na autarquia do Algarve, liderada por Rui Cristina, eleito pelo Chega nas últimas eleições autárquicas, foi inicialmente avançada pela CNN.
Em causa, segundo o canal, estão suspeitas de crimes de incitamento ao ódio e discriminação racial, que têm por base declarações do presidente da autarquia numa reunião da Assembleia Municipal, em novembro, nas quais afirma que não iria gastar dinheiro em habitações para a comunidade cigana.
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