Os furtos de telemóveis registados nas últimas semanas na zona de diversão noturna da Praia da Rocha, em Portimão, estão a ser investigados pela PSP, que suspeita de uma possível ligação entre estes crimes e uma rede organizada associada a uma máfia colombiana. A investigação procura agora perceber se os casos ocorridos no Algarve seguem o mesmo padrão de atuação detetado anteriormente noutros grandes eventos em Portugal.
De acordo com o Nascer do Sol, já foram apresentadas mais de 50 queixas relacionadas com furtos de telemóveis na Praia da Rocha. A concentração de ocorrências num curto espaço de tempo levou os investigadores a aprofundar a análise da forma como os crimes foram cometidos. A principal hipótese em cima da mesa aponta para a existência de um grupo organizado, tendo em conta as semelhanças entre os furtos registados em Portimão e outros casos investigados anteriormente pelas autoridades.
Método que se repete
Segundo a publicação, um dos elementos que mais chamou a atenção da PSP foi o modo de atuação descrito pelas vítimas. Em muitos casos, os lesados relataram terem sido alvo de encontrões em zonas com grande concentração de pessoas, apercebendo-se apenas mais tarde de que os telemóveis tinham desaparecido.
Os equipamentos furtados eram desligados quase de imediato, sendo ainda retirados os cartões SIM e envolvidos em papel de alumínio, um procedimento que dificulta a sua localização através dos sistemas de rastreamento.
Semelhanças com outro caso investigado
O Nascer do Sol explica que estas características coincidem com um esquema anteriormente identificado durante o festival Rock in Rio, em Lisboa, onde também foram registados furtos em massa de telemóveis. Nesse caso, as autoridades chegaram à detenção de quatro pessoas e investigaram uma alegada organização criminosa com ligações à Colômbia e base operacional em Espanha, especializada neste tipo de crimes.
Os investigadores admitem que os responsáveis pelos furtos na Praia da Rocha possam integrar a mesma estrutura criminosa ou recorrer a métodos idênticos. A escolha de locais com milhares de pessoas facilita a atuação dos suspeitos e dificulta a identificação imediata dos autores.
Conforme a mesma fonte, a PSP considera que a atuação coordenada e a rapidez com que os equipamentos desaparecem reforçam a hipótese de uma operação organizada e preparada antecipadamente.
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