Portugal continental vai registar, ao longo da próxima semana, níveis elevados de concentração de pólen na atmosfera, com particular incidência em várias regiões do sul do país. De acordo com a agência de notícias Lusa, o Algarve está entre as zonas onde se prevê maior intensidade deste fenómeno, sobretudo entre esta sexta-feira, 29 de maio, e 4 de junho.
No caso da região algarvia, as previsões apontam para níveis elevados de pólen, com destaque para espécies, como oliveira, pinheiro, sobreiro e carvalhos. Mantêm-se também presentes várias ervas, incluindo gramíneas, azeda, tanchagem, quenopódio, urtiga e urticáceas, entre as quais a parietária. A mesma fonte indica que esta combinação de pólenes é comum nesta altura do ano, coincidindo com períodos de maior atividade vegetativa das espécies identificadas.
Risco elevado em várias espécies
Segundo as previsões do Boletim Polínico da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), o Algarve integra o grupo de regiões onde se espera uma concentração elevada destes elementos no ar, juntamente com Lisboa e parte do Alentejo. No caso específico de Lisboa e Faro, a oliveira, o pinheiro, o sobreiro e os carvalhos são as árvores com maior presença prevista, com exceção da bétula. Acrescenta a agência noticiosa que as ervas associadas a este fenómeno mantêm igualmente níveis elevados, contribuindo para o aumento global da carga polínica.
Enquanto o Algarve regista valores elevados, outras zonas do país apresentam cenários diferentes. No norte e centro do território continental, os níveis variam entre risco baixo e moderado, dependendo das espécies e das condições meteorológicas locais. A SPAIC explica que esta distribuição não é uniforme e depende da combinação entre vegetação e fatores atmosféricos, o que provoca diferenças significativas entre regiões próximas.
Situação nas regiões autónomas
Nas regiões autónomas, a tendência será de valores mais baixos de concentração de pólen. No Funchal e em Ponta Delgada, estão previstas espécies, como cipreste, pinheiro, eucalipto e plátano, além de várias ervas comuns noutras zonas do país. Conforme a mesma fonte, estas regiões mantêm níveis geralmente mais reduzidos nesta fase do ano, quando comparadas com o território continental.
O período entre o final de maio e o início de junho é apontado como um dos mais relevantes para a presença de pólen na atmosfera em Portugal continental. A região do Algarve surge, neste contexto, como uma das áreas onde a concentração se mantém mais elevada. A informação divulgada pela Lusa baseia-se nas previsões do boletim técnico da SPAIC, que monitoriza regularmente a evolução destes níveis em todo o país.
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