O Zoomarine Algarve assinalou o 35.º aniversário com a apresentação do Centro Immerso, um novo projeto dedicado à conservação e investigação ambiental, que será uma das principais apostas do parque para os próximos anos.
A cerimónia comemorativa decorreu na passada sexta-feira, 26 de junho, na Guia, e contou com a presença de várias figuras institucionais, entre as quais o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, o presidente da Região de Turismo do Algarve, André Gomes, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, e a presidente da Câmara Municipal de Silves, Luísa Conduto Luís.

Na intervenção de abertura, Tiago Pierotti, diretor executivo do Zoomarine Algarve, recordou a origem do projeto criado por Pedro Lavia e sublinhou que o propósito do parque “nunca foi apenas entreter”, mas sim “despertar mentalidades, inspirar comportamentos e criar uma ligação entre as pessoas e o mundo natural”.
Mais do que celebrar o percurso de três décadas e meia, o evento serviu para apresentar a visão que vai orientar os próximos anos do Zoomarine.
Foi neste contexto que João Neves, diretor de Ciência e Conservação, apresentou o Centro Immerso para a Conservação e Investigação Ambiental, projeto estratégico que reforça o compromisso do parque com a ciência, a conservação, a educação ambiental e o território.
Centro Immerso terá investigação, reabilitação e Banco de Sementes do Algarve
Com ambição europeia, o Centro Immerso será uma infraestrutura polivalente ao serviço da conservação e da investigação ambiental.
O espaço vai reunir projetos de conservação integrados, centro de investigação, uma extensão do atual centro de reabilitação, jardim botânico, Banco de Sementes do Algarve, incubadora de projetos, espaços de coworking, auditório e salas de reunião abertas à comunidade científica, parceiros e território.

“O Immerso não é um projeto paralelo. É a camada mais profunda do Zoomarine, tornada visível, formalizada com rigor científico, escala territorial e ambição europeia”, explicou João Neves, diretor de Ciência e Conservação do Zoomarine Algarve.
A construção do Centro Immerso será desenvolvida por fases. Em 2026, arranca a infraestrutura Ex-Situ e os projetos de conservação ativa, incluindo os projetos Falanges e Caudal, dedicados a espécies ameaçadas e de elevada relevância para a biodiversidade nacional.
Em 2027, está previsto o desenvolvimento do centro de reabilitação, com estruturas técnicas de apoio à reabilitação de fauna marinha. Em 2028, o plano aponta para a consolidação do jardim botânico e do Banco de Sementes do Algarve, centrados na preservação da memória genética da flora endémica da região. A conclusão do projeto está prevista para 2029, com a incubadora de projetos e o centro de investigação em plena operação.

O lançamento do Centro Immerso dá continuidade ao trabalho científico e de conservação que o Zoomarine tem vindo a consolidar, nomeadamente através do Porto d’Abrigo, primeiro Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas em Portugal, e da criação do primeiro Center for Species Survival Behaviour Change do mundo, em parceria com a IUCN Species Survival Commission.
Fundador destaca percurso e trabalho da equipa
Pedro Lavia, fundador e presidente do Conselho de Administração do Zoomarine Algarve, destacou o percurso iniciado em 1991 e o papel de todos os que contribuíram para o crescimento do parque.

“É com profunda felicidade que vejo o Zoomarine tornar-se um verdadeiro ex-líbris do Algarve. Este sucesso deve-se ao extraordinário trabalho ao longo dos anos e ao espírito de equipa, dedicação e profissionalismo de todos os que permitiram construir aquilo que somos hoje. Este sonho, concretizado em 1991, só foi possível também graças ao apoio da minha família, que me acompanha neste momento e na gestão do Zoomarine”, referiu.
“A todos os colaboradores, a toda a família Zoomarine, deixo o meu agradecimento pelo empenho diário. Ao longo dos últimos 35 anos, fomos crescendo, aprendendo e consolidando este projeto, que é hoje motivo de orgulho para todos nós, uma referência nacional e internacional e um contributo para a educação e conservação ambiental”, acrescentou.

O encerramento do evento coube ao secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, que assinalou a importância de projetos como o Zoomarine para a afirmação do Algarve enquanto destino capaz de combinar lazer, conhecimento, sustentabilidade e criação de valor.
A celebração dos 35 anos ficou ainda marcada pela conquista do prémio “Melhor Parque Temático e Diversões”, nos Publituris Portugal Travel Awards 2026, cerimónia que decorreu no mesmo dia, no Hilton Vilamoura Resort & Spa.
Segundo o Zoomarine, o prémio reforça o posicionamento do parque como projeto diferenciador no turismo português e confirma o reconhecimento do setor pelo percurso desenvolvido ao longo de três décadas e meia de atividade.

Fundado em 1991, o Zoomarine Algarve apresenta-se hoje como um destino que combina educação e entretenimento, tendo como pilares a conservação da natureza e o bem-estar animal.
O parque desenvolve e apoia projetos de preservação de espécies, tanto in situ como ex situ, e promove uma relação mais consciente entre as pessoas, o meio ambiente e os animais.
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