Carlos Brito, histórico dirigente do Partido Comunista Português (PCP), morreu esta quinta-feira, aos 93 anos. Natural de Alcoutim, no nordeste algarvio, onde residia, o antigo responsável comunista estava ligado a alguns dos momentos mais marcantes da história recente do partido, tendo sido uma das figuras próximas de Álvaro Cunhal e um dos rostos do PCP no período do 25 de Abril.
- EM ATUALIZAÇÃO –
A morte de Carlos Brito foi avançada pela SIC Notícias e confirmada ao jornal Público pelo presidente da Câmara de Alcoutim, Paulo Paulino.
A ligação ao Algarve manteve-se até ao fim da vida. Segundo a informação conhecida, Carlos Brito tinha um historial de insuficiência cardíaca e esteve recentemente internado no Hospital de Faro, de onde teve alta na segunda-feira. Já em casa, em Alcoutim, ter-se-á sentido mal durante a tarde desta quinta-feira, tendo sido acionada uma ambulância que o transportou para o Centro de Saúde de Vila Real de Santo António.
Nascido em Alcoutim, Carlos Brito foi uma das figuras mais influentes do PCP nas décadas que se seguiram à revolução. Foi o responsável do partido em Lisboa no 25 de Abril, assumiu mais tarde funções de relevo na direção comunista e tornou-se um dos principais colaboradores de Álvaro Cunhal.
Ao longo do seu percurso político, destacou-se também como primeiro líder do Grupo Parlamentar do PCP, cargo que exerceu durante 15 anos. Em 1980, foi igualmente candidato às eleições presidenciais.
Em 2002, acabaria por ser suspenso do PCP, depois de defender a necessidade de renovação interna do partido. Mais tarde, integrou o Movimento Renovação Comunista.
A morte de Carlos Brito representa o desaparecimento de uma figura histórica da vida política portuguesa, com raízes profundas no Algarve e, em particular, em Alcoutim, terra onde nasceu e viveu os últimos anos.
Leia também:















