A educação, o desenvolvimento económico e a defesa da floresta contra incêndios são as principais prioridades da Câmara de Monchique para 2026, num ano em que o município contará com um orçamento de 25,9 milhões de euros, revelou o presidente da autarquia.
O orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2026 foram aprovados por maioria na Assembleia Municipal, em dezembro, com os votos favoráveis do PS, os votos contra de dois eleitos do PSD e as abstenções dos deputados do CDS-PP e do Chega.
O documento orçamental ascende a 25.992.269 euros, representando um aumento superior a um milhão de euros face ao orçamento do ano anterior, que se fixou nos 24.989.896 euros.
Investimanto na educação na ordem dos três milhões de euros
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Monchique, Paulo Alves, destacou o investimento na educação, na ordem dos três milhões de euros, sublinhando a requalificação da Escola EB 2/3 Manuel do Nascimento como uma das intervenções prioritárias.
“Incluem-se também os apoios aos alunos, com a oferta dos manuais escolares e o transporte escolares gratuitos, bem como a atribuição de bolsas aos alunos do ensino superior”, notou.
Proteção Civil e defesa da floresta contra incêndios são outras prioridades
A Proteção Civil e a defesa da floresta contra incêndios é outra das prioridades camarárias para este ano, onde “está previsto um investimento de mais de três milhões de euros, onde se inclui a aquisição de viaturas e equipamentos”, referiu o autarca.
De acordo com Paulo Alves, a autarquia “prioriza também o desenvolvimento económico”, com a construção do parque empresarial, complexo “essencial para agrupar e fixar investidores”, sendo a obra financiada em 60% por fundos comunitários do Programa Portugal 2030.
“É uma infraestrutura há muito projetada e aguardada, sendo essencial para atrair investidores e para o desenvolvimento da economia de Monchique”, apontou.
Segundo o autarca, o orçamento “realista e de rigor financeiro garante os investimentos necessários e determinantes para o futuro”.
No que respeita aos impostos, a autarquia vai manter a taxa de 2,5% para o IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares), de 0,3% para o IMI para os prédios urbanos, com uma “dedução fixa de 30 euros” para famílias com um dependente, valor que sobe para os 70 euros para os agregados com dois dependentes e para os 140 euros, no caso de a família ter três ou mais dependentes.
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