O Ministério Público de Portimão acusou um homem de 50 anos da prática de quatro crimes de incêndio florestal, requerendo o seu julgamento em tribunal coletivo, anunciou a Procuradoria da República da Comarca de Faro.
De acordo com uma nota publicada no seu portal, a Procuradoria afirma que “em três momentos distintos do dia 18 de agosto de 2025, o arguido, num motociclo, deslocou-se às localidades de Casais, em Monchique, de Vale da Ribeira e a uma área próxima do Autódromo Internacional do Algarve”. Nesses locais, refere a acusação, “com recurso a um isqueiro ateou fogo em zonas de mato”, tendo os incêndios “devido ao vento forte, se rapidamente propagaram às imediações”.
Ainda segundo o Ministério Público, “na tarde de 26 de agosto, o arguido deslocou-se ao Sítio do Castanheiro, em Bensafrim e, mais uma com recurso a chama direta, ateou novo incêndio numa zona florestal”.
A acusação sustenta que os incêndios “resultaram na destruição de mais de 20 hectares de mato rasteiro, eucaliptos, canas e árvores de pequeno porte”, não tendo, contudo, assumido “consequências de maior gravidade devido à pronta intervenção dos bombeiros”.
No âmbito das buscas judiciais realizadas a 27 de agosto de 2025, o Ministério Público adianta que “o arguido tinha na sua posse um isqueiro, bem como, no interior de um veículo automóvel, outros três isqueiros e três jerricans destinados ao acondicionamento de combustível”, sendo que “um deles continha cerca de três litros de gasolina”.
O Ministério Público informa ainda que o arguido se encontra em prisão preventiva. A investigação esteve a cargo do Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária.
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