A plataforma cívica “Algarve pela Palestina” anunciou a exibição do filme “When I Saw You”, de Annemarie Jacir (2012), no dia 2 de novembro, em parceria com o Cineclube de Faro, o Clube União Portimonense e a Associação República 14. As sessões terão lugar no Clube União Portimonense, em Portimão, às 21:30, e na República 14, em Olhão, às 17:30, com entrada gratuita.
Segundo a organização, esta participação insere-se no festival internacional “Palestine Cinema Days – Around the World”, promovido pela Filmlab Palestine, uma organização sem fins lucrativos fundada em 2014, em Ramallah, dedicada à divulgação e preservação do cinema palestiniano.
“Esta ONG desenvolve esse trabalho através de vários programas – entre os quais o festival Palestine Cinema Days – de promoção de literacia fílmica, captação e formação de talento nesta área artística, promovendo e apoiando a produção fílmica palestiniana e a formação de públicos na Palestina, contribuindo assim para o crescimento da indústria cinematográfica local”, refere o movimento “Algarve pela Palestina”.
A data escolhida, 2 de novembro, assinala o aniversário da Declaração Balfour (1917), documento britânico que estabeleceu as bases para a criação do Estado de Israel e que, segundo a organização, “marcou o início das tensões entre judeus e árabes na região, sendo considerado o primeiro apoio político internacional importante ao sionismo”.
Desde 2023, o festival passou a ter edições em todo o mundo, após o cancelamento da mostra original devido à escalada da violência em Gaza, transformando-se num “ato de solidariedade e resistência”, com cerca de 700 sessões de cinema palestiniano em vários países, incluindo Portugal.
“No Algarve, o evento conta com uma extensão do festival em Olhão, na República 14, em parceria com o Cineclube de Faro, e em Portimão, organizado pela plataforma Algarve pela Palestina em colaboração com o Clube União Portimonense”, explica a organização.
O filme “When I Saw You”, de Annemarie Jacir, é descrito como “um drama comovente sobre um rapaz de 11 anos e a sua mãe, deslocados para um campo de refugiados após a ocupação da sua aldeia na Cisjordânia, em 1967”. Segundo a plataforma, “é uma história sobre resiliência, amor, esperança e a busca pela liberdade”.
As sessões, legendadas em inglês, são de entrada livre e pretendem ser “uma celebração do cinema palestiniano e um manifesto de alerta para o genocídio, apartheid e ocupação que afetam o povo da Palestina”, conclui a nota.

















