Após o atropelamento que atingiu 12 pessoas na madrugada de 25 de agosto, na Rua da Oura, em Albufeira, dois feridos graves vão permanecer internados no Hospital de Portimão, informou a Unidade Local de Saúde do Algarve.
Além dos dois doentes que ficam hospitalizados devido à gravidade dos ferimentos, deram entrada naquela unidade três vítimas com ferimentos ligeiros.
Outros três feridos ligeiros foram assistidos no Hospital de Faro, tendo um deles já recebido alta.
As autoridades tinham inicialmente indicado a existência de apenas uma jovem em estado grave. A informação hospitalar atualizou, entretanto, para dois o número de feridos graves.
Entre as 12 pessoas atingidas estão dois militares da Guarda Nacional Republicana. As vítimas civis são jovens com idades entre os 18 e os 22 anos, de acordo com o Ministério da Administração Interna.
Condutor avançou na direção das pessoas
O atropelamento ocorreu cerca das 03:00, numa rua onde se concentram vários bares e que está interditada à circulação automóvel durante o período noturno.
A ocorrência começou quando uma viatura que se encontrava estacionada na via pública iniciou a marcha. Os militares da GNR deram ordem de paragem ao condutor, mas este desobedeceu, inverteu o sentido e continuou a circular.
Perante uma nova ordem para imobilizar o automóvel, o homem voltou a não obedecer e avançou na direção das pessoas que se encontravam na rua, atropelando várias e prosseguindo a marcha.
Os militares efetuaram então disparos para o ar com o objetivo de tentar parar o condutor.
Suspeito detido depois de tentar fugir a pé
Durante a fuga, a viatura embateu noutro veículo. O homem abandonou depois o automóvel e tentou escapar a pé, mas foi intercetado e detido por militares do Grupo de Intervenção de Ordem Pública.
O condutor, de 35 anos, foi detido por suspeita dos crimes de ofensa à integridade física qualificada, condução sob o efeito de álcool e condução perigosa.
O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, classificou a ocorrência como um “ato isolado” e manifestou a disponibilidade da autarquia para prestar apoio às vítimas e às respetivas famílias.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, condenou o atropelamento e garantiu que “as circunstâncias do sucedido serão integralmente apuradas pelas autoridades competentes”.
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