Após ultrapassar as barreiras do programa Noite Segura, um condutor de 35 anos provocou o atropelamento que feriu 12 pessoas, cerca das 03:00 de 25 de agosto, na zona da Oura, em Albufeira, antes de ser detido.
O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, classificou a ocorrência como um episódio isolado e destacou as medidas de segurança adotadas naquela zona de bares.
“Nós sabemos, já percebemos que isto foi um ato isolado”, afirmou o autarca à agência Lusa.
Rui Cristina explicou que a presença policial foi reforçada na cidade, nomeadamente na Rua da Oura, cujos acessos “estão todos interditados” através de barreiras instaladas no âmbito do programa Noite Segura.
Condutor passou barreiras e subiu passeios
De acordo com o presidente da Câmara, o condutor, que estava alcoolizado, “ultrapassou estas barreiras, subiu passeios” e chegou à Rua da Oura, onde se encontravam várias pessoas junto dos bares.
Uma equipa da GNR intercetou o veículo, mas o homem não obedeceu à ordem de paragem, dificultando a intervenção dos militares.
“Nós, como município, estamos a fazer de tudo para que Albufeira tenha uma noite segura, temos tomado medidas neste sentido, e quem nos visita sabe e sente que Albufeira está diferente”, afirmou Rui Cristina.
O autarca, eleito pelo Chega nas eleições autárquicas de outubro, acrescentou que o episódio ocorreu de forma isolada e provocou “uma situação que não é desejável em lado nenhum”.
A Câmara Municipal manifestou disponibilidade para prestar o apoio necessário aos feridos e às respetivas famílias. Rui Cristina disse, contudo, que aguardava mais informações sobre a jovem que sofreu ferimentos graves.
Dez jovens e dois militares entre os feridos
Das 12 vítimas, uma jovem ficou gravemente ferida. As restantes 11 sofreram ferimentos que não foram considerados graves, estando entre elas dois militares da GNR.
As vítimas civis têm entre 18 e 22 anos, de acordo com o Ministério da Administração Interna.
O atropelamento ocorreu quando uma viatura que estava estacionada na via pública iniciou a marcha. Os militares deram ordem de paragem ao condutor, mas este desobedeceu, inverteu o sentido e continuou a circular.
A GNR voltou a ordenar-lhe que parasse, mas o homem avançou na direção das pessoas e atropelou várias vítimas.
Os militares efetuaram então disparos para o ar com o objetivo de tentar travar o condutor.
Homem foi detido depois de fugir a pé
Durante a fuga, o veículo embateu noutro automóvel. O condutor abandonou depois o carro e tentou escapar a pé, mas foi intercetado e detido por militares do Grupo de Intervenção de Ordem Pública.
O homem foi detido por suspeita dos crimes de ofensa à integridade física qualificada, condução sob o efeito de álcool e condução perigosa.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, condenou a ocorrência e garantiu que “as circunstâncias do sucedido serão integralmente apuradas pelas autoridades competentes”.
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