O candidato presidencial António José Seguro protagonizou esta segunda-feira uma ação de campanha animada em Loulé, onde “aqueceu” uma tarde muito fria ao dançar um corridinho, tocar pandeireta com uma charola e receber um exemplar da Constituição da República Portuguesa, entregue pelo deputado constituinte Luís Filipe Madeira.
Numa tarde que classificou como “anormalmente fria” em Loulé, António José Seguro iniciou a sua visita com um percurso pela Praça da República, junto à Câmara Municipal, onde cumprimentou vários apoiantes, entre os quais o treinador de futebol Manuel Cajuda.
“Você é que me tem de dar a tática”, afirmou o candidato, seguindo depois para a principal artéria comercial da cidade algarvia, onde visitou várias lojas e trocou cumprimentos com comerciantes e populares, conhecidos e desconhecidos.
Seguro entrou numa roda formada por vários grupos de cantares tradicionais do Algarve
O ritmo apressado da caminhada antecipou uma tarde animada, com António José Seguro a não resistir a dançar um corridinho, entrando numa roda formada por vários grupos de cantares tradicionais do Algarve, ao som de “olé, olá, esta roda não está má”.
Já na antiga alcaidaria do castelo de Loulé, que hoje alberga o Museu Municipal, António José Seguro recebeu uma Constituição da República Portuguesa de, entre outros, o deputado socialista à Assembleia Constituinte Luís Filipe Madeira, pai da também antiga secretária de Estado Jamila Madeira.
Na ocasião, Seguro agradeceu as palavras e disse esperar, “em 09 de março, jurar em cima da Constituição Portuguesa”, sendo-lhe “leal”, pois assim será “leal aos valores e princípios mais sagrados do povo português”.
Seguro elencou esses valores e princípios como sendo “a luta e afirmação contínua pela liberdade, pela dignidade humana, pelo respeito de todos independentemente da sua força, da sua voz, da sua orientação sexual ou do dinheiro que têm no banco”.
Candidato quer “unir e mobilizar os portugueses”
“O povo português é único. É plural. É um povo com uma universalidade fantástica, que nos momentos mais importantes soube sempre unir-se, porque sabe o valor da união. Eu quero ser esse Presidente da República”, pretendendo “unir e mobilizar os portugueses”.
Ainda no local, voltou a participar em novo momento musical, desta vez com a Charola Amizade Estoicense, de Faro, desta vez tocando pandeireta e confidenciando a uma integrante do grupo que o único instrumento musical que aprendeu foi o piano no Conservatório.
A cada vez mais fria tarde louletana terminou, primeiro, à porta do Café Calcinha, onde António José Seguro prestou declarações aos jornalistas e lhes deixou um conselho final: “Agasalhem-se”.
Já dentro do histórico café, ‘invadido’ pela caravana de Seguro, foi praticamente compelido a comprar cautelas de lotaria a um trovador local, em troca de rimas.
Desconhecendo, para já, a sua sorte no dia 18 de janeiro, ainda trocou palavras com o jornalista Carlos Albino, que lançou a segunda senha do 25 de Abril, a Grândola Vila Morena de José Afonso.
Já num clima de menor azáfama, acabou a beber um chá e a comer uma rabanada ao balcão, seguindo depois para Portimão.
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