O verão está a chegar, as temperaturas começam a subir e com elas regressam também os mosquitos. Estes pequenos insectos, além de incómodos, são responsáveis por picadas que causam comichão, irritação e, em alguns casos, até reações alérgicas.
É habitual ver os mosquitos a voarem a baixa altura, o que explica porque muitas picadas ocorrem quando estamos ao ar livre, seja em jardins, esplanadas ou parques. O ambiente externo, especialmente quando há vegetação e humidade, é o habitat preferido destes insectos.
Nas zonas rurais
Nas zonas rurais, os mosquitos tendem a voar mais perto do solo. Segundo o HuffPost, isto deve-se ao facto de encontrarem nesse nível locais ideais para se reproduzirem, como poças de água, rios, valas ou zonas sombreadas, onde a humidade favorece a incubação dos ovos.
Cidades mudam o cenário
Apesar de o comportamento dos mosquitos ser mais previsível no campo, nas cidades a situação é diferente. As condições urbanas podem permitir que estes insectos atinjam alturas superiores, algo que surpreende muitos habitantes de prédios altos.
Segundo informação divulgada pelo portal La Información, citado pela mesma fonte, alguns mosquitos conseguem voar até cerca de 25 metros de altura, o que equivale a atingir o oitavo ou nono andar de um prédio. Este facto desafia a ideia de que apenas quem vive ao rés-do-chão está exposto.
Vantagens de viver nos andares mais altos
Apesar da capacidade de subida dos mosquitos, viver em pisos acima do décimo andar reduz significativamente o risco de picadas. A probabilidade de sermos incomodados por estes insectos diminui quanto mais alto for o andar onde residimos.
Recomendamos: Nem robalo nem dourada: espanhóis alertam para peixe que tem mais de 70 parasitas e é o “mais perigoso do mundo”
Quanto mais alto, menor o risco
Em edifícios com 30 ou 40 andares, como os que existem em grandes cidades internacionais, os níveis superiores são considerados zonas de menor risco. A altitude actua como uma barreira natural contra a presença de mosquitos, que raramente sobem tanto.
No entanto, esse tipo de arranha-céus é pouco comum em Portugal. A maioria dos edifícios residenciais nas nossas cidades tem apenas entre cinco a dez andares, o que significa que ainda estão dentro da zona de alcance dos mosquitos.
Mesmo vivendo num piso elevado, não se está totalmente livre dos mosquitos. Estes podem entrar pelas zonas comuns dos prédios, como escadas, corredores e até elevadores, acabando por alcançar os apartamentos mais altos com relativa facilidade.
Portas e janelas devem estar protegidas
Para evitar surpresas, é fundamental proteger bem os acessos à casa. Instalar redes mosquiteiras nas janelas e manter as portas fechadas ao anoitecer são medidas simples, mas eficazes, para impedir que os mosquitos entrem.
Prevenir dentro de casa também conta
Evitar deixar água acumulada em vasos, pratos ou baldes é igualmente importante, uma vez que mesmo pequenas quantidades de água podem servir de criadouro. Os mosquitos reproduzem-se em locais húmidos e preferem espaços parados para depositar os ovos.
Picadas que podem trazer riscos à saúde
Além do incómodo, convém não esquecer que algumas espécies de mosquitos são transmissoras de doenças, como o vírus do Nilo Ocidental ou o dengue. Embora estes casos ainda sejam raros no nosso país, o risco aumenta com as alterações climáticas.
O Algarve também sofre com o problema
No Algarve, onde as temperaturas amenas e os espaços verdes são abundantes, a presença de mosquitos é uma preocupação recorrente. As zonas costeiras e ribeirinhas são especialmente afetadas, sobretudo nos meses mais quentes do ano.
Melhor prevenir
Viver num andar alto pode ajudar a reduzir as picadas, mas não é garantia de proteção total. A prevenção, com recurso a redes, repelentes e cuidados domésticos, continua a ser a melhor defesa contra estes pequenos mas persistentes visitantes.
Leia também: Especialistas alertam para o consumo deste peixe comum na costa portuguesa que pode dar até 3 dias de alucinações
















