Identificar corretamente uma mala ajuda a evitar trocas quando a bagagem chega à passadeira. No entanto, alguns acessórios colocados no exterior podem dificultar o trabalho dos sistemas automáticos usados para encaminhar milhares de volumes até aos respetivos aviões.
Um dos avisos mais partilhados sobre este tema diz respeito aos laços presos nas pegas das malas. Segundo o jornal espanhol 20minutos, estes elementos poderão interferir com a leitura automática da etiqueta da bagagem e provocar atrasos no seu encaminhamento.
Aviso partiu de um funcionário do aeroporto
A recomendação surgiu originalmente em 2024, através de declarações prestadas por um funcionário do Aeroporto de Dublin identificado apenas como John. O trabalhador explicou ao canal do mesmo país RSVP Live que os passageiros utilizam frequentemente laços coloridos para reconhecerem as malas mais depressa.
O problema poderá ocorrer quando o laço, uma fita ou outro acessório solto fica junto da etiqueta com o código de barras. Se o equipamento não conseguir ler a informação necessária, a mala terá de ser retirada do circuito automático para ser verificada por um funcionário.
Tratamento manual pode atrasar bagagem
De acordo com o funcionário, o processamento manual demora mais tempo e pode impedir que a mala seja carregada no voo, sobretudo quando o passageiro entrega a bagagem perto do encerramento do check-in.
Etiquetas antigas também devem ser retiradas
O conselho relativo às etiquetas antigas é confirmado oficialmente pelo Aeroporto de Dublin. Antes de entregar uma mala, o passageiro deve remover os códigos de barras e rótulos deixados por viagens anteriores.
A presença de várias etiquetas poderá dificultar a leitura do código correto e criar dúvidas sobre o voo ou o destino da bagagem.
O mesmo aeroporto recomenda ainda que as correias soltas sejam apertadas para não ficarem presas nos tapetes e que a mala seja colocada com as rodas viradas para cima no sistema de entrega automática.
Como distinguir a mala sem criar problemas
O passageiro pode continuar a usar uma etiqueta de identificação, desde que esteja bem presa e não tape o código colocado pela companhia aérea. A Associação Internacional de Transporte Aéreo prevê mesmo normas específicas para etiquetas com o nome e o endereço do passageiro.
Também é aconselhável fotografar a mala antes de a entregar e guardar o comprovativo da bagagem. Em caso de extravio, a imagem, a marca, a cor e outras características exteriores podem facilitar a identificação.
Entregar a bagagem com antecedência reduz risco
Uma mala enviada para verificação manual não fica necessariamente perdida, mas pode demorar mais tempo a chegar à zona de carregamento, de acordo com o funcionário citado pelo 20minutos. Por esse motivo, quem viaja com bagagem de porão deve respeitar os horários definidos pela transportadora e evitar entregá-la nos últimos minutos.
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