Quando se fala em ilhas do Mediterrâneo, há destinos que surgem de imediato na memória. No entanto, há uma ilha onde a história e a lenda se encontram, e onde o turismo de massas ainda não chegou — um recanto esquecido que continua a surpreender quem o visita.
Trata-se de Chipre, a terceira maior ilha do Mediterrâneo, situada entre a Grécia, a Turquia e o Médio Oriente, onde mitologia, praias e tradições se cruzam há milhares de anos.
De acordo com o portal Viajar El Periódico, Chipre foi o local escolhido pelos deuses para dar origem a lendas como o nascimento de Afrodite, além de guardar ruínas antigas, vinhos históricos e praias quase desertas.
Um local onde nasceu uma deusa
Perto da cidade de Pafos, ergue-se Petra tou Romiou, o local lendário onde, segundo a tradição, nasceu Afrodite.
Segundo o Viajar El Periódico, quem nadar em torno das rochas poderá, pela lenda, rejuvenescer um ano por cada volta dada.
O cenário natural, com águas cristalinas e formações rochosas impressionantes, é um dos grandes atrativos da costa cipriota.
Pafos: história e tradição à mesa
Património Mundial da UNESCO, esta cidade do Mediterrâneo é um retrato vivo da fusão entre culturas antigas e modernas.
De acordo com o Viajar El Periódico, os visitantes podem desfrutar de um tradicional mezze cipriota à beira-mar, composto por uma variedade de pequenos pratos.
A cidade é também famosa pelo seu porto pesqueiro, pela fortaleza bizantina e pela convivência entre pelicanos e gatos junto ao mar.
Tumbas dos Reis: vestígios do passado
Um dos locais mais emblemáticos de Pafos é o complexo arqueológico das Tumbas dos Reis.
Conforme relata o Viajar El Periódico, estas impressionantes estruturas escavadas na rocha datam do século IV a.C. e transportam os visitantes a tempos longínquos.
O local oferece uma combinação de património histórico e paisagens deslumbrantes.
Limasol e o casamento real
Mais a leste, surge Limasol, onde a história medieval se cruza com a vida moderna.
De acordo com o Viajar El Periódico, foi nesta cidade que Ricardo Coração de Leão casou com Dona Berengária de Navarra em 1191.
O sítio arqueológico de Kourion, com o seu teatro greco-romano virado para o mar, é uma das grandes atrações.
O vinho mais antigo do mundo
Em Omodos, no interior da ilha de Chipre, a tradição vinícola tem raízes que se perdem no tempo.
Segundo o Viajar El Periódico, é aqui produzido o Commandaria, considerado o vinho com a mais antiga denominação de origem do mundo.
Uma prova deste vinho doce e histórico é uma experiência imperdível para os amantes de enologia.
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Lárnaca: fé e flamingos
Em Lárnaca, cruzam-se tradições religiosas e belezas naturais inesperadas.
De acordo com o Viajar El Periódico, é possível visitar a igreja de São Lázaro e o lago salgado, onde milhares de flamingos se reúnem todos os anos.
A cidade do Mediterrâneo oferece ainda praias tranquilas e uma atmosfera relaxada.
Lefkara: bordados e história
No interior da ilha, Lefkara guarda uma tradição artesanal que chegou a ser admirada por Leonardo da Vinci.
Segundo o Viajar El Periódico, foi nesta aldeia cipriota que o polímata italiano encomendou um bordado para o altar do Duomo de Milão.
Os bordados e a ourivesaria local continuam a ser os ex-líbris desta pitoresca localidade.
Nicosia: uma capital dividida
A capital de Chipre, Nicosia — Lefkosia para os greco-cipriotas —, é a única capital dividida do mundo.
De acordo com o Viajar El Periódico, atravessar a Linha Verde que separa as duas comunidades é uma experiência única e inesquecível.
O lado grego preserva museus arqueológicos; o lado turco exibe bazares e cafés orientais.
Kyrenia: portos e castelos
No norte da ilha, Kyrenia encanta pela autenticidade do seu porto e pelos castelos históricos.
Segundo o Viajar El Periódico, o castelo de Kyrenia abriga um dos mais antigos navios mercantes conhecidos.
A subida ao castelo de São Hilarion, nas montanhas próximas, oferece vistas memoráveis.
Famagusta: entre o passado e o presente
Famagusta, outrora um dos centros turísticos mais famosos de Chipre, guarda hoje as memórias de uma era interrompida.
De acordo com o Viajar El Periódico, a sua zona costeira continua inacessível desde 1974, mas os arredores oferecem praias preservadas e história.
Nas imediações, encontram-se ruínas e mosteiros que testemunham séculos de civilizações cruzadas.
Salamina: ruínas e mar
Não muito longe de Famagusta, as ruínas da antiga cidade de Salamina impressionam pela sua dimensão e importância histórica.
Segundo o Viajar El Periódico, esta cidade-estado grega é um dos grandes testemunhos do passado de Chipre.
As praias próximas podem ser uma boa opção para quem procura combinar cultura e lazer.
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