Conduzir é sinónimo de liberdade, mas também implica responsabilidade acrescida com o passar dos anos. Após os 60, pequenas alterações físicas e cognitivas tornam essencial adotar novas estratégias de segurança ao volante para quem conduz.
De acordo com o Automóvel Club de Portugal (ACP), mudanças como o aumento do tempo de reação, a redução da acuidade visual e auditiva ou a fadiga mais rápida não significam o fim da condução, mas exigem maior atenção e cuidados específicos.
Planear viagens, renovar atempadamente a carta de condução e estar atento às condições físicas são passos recomendados para manter a segurança.
Planear viagens com mais paragens
Segundo o ACP, quem conduz após os 60 anos deve planear paragens regulares durante viagens mais longas.
Descansar com frequência permite reduzir a fadiga e manter a concentração necessária para enfrentar o trânsito.
Reservar tempo suficiente para pausas estratégicas é essencial para garantir viagens mais seguras e confortáveis.
Fazer exames regulares de visão e audição
A manutenção da visão e audição em boas condições é crucial para uma condução segura.
Conforme indica o ACP, é aconselhável realizar exames médicos regulares para identificar precocemente eventuais alterações.
A utilização de óculos ou aparelhos auditivos, quando recomendada, deve ser rigorosamente cumprida.
Evitar conduzir durante a noite
A condução noturna pode tornar-se mais desafiante com o avanço da idade.
De acordo com o ACP, a redução natural da visão noturna aumenta o risco de acidentes.
Sempre que possível, deve-se privilegiar a condução diurna e evitar percursos em ambientes de baixa iluminação.
Evitar condições meteorológicas adversas
Chuva intensa, nevoeiro cerrado ou ventos fortes exigem maior capacidade de reação.
Segundo o ACP, condutores mais velhos devem considerar evitar deslocações em condições meteorológicas adversas.
O objetivo é minimizar os riscos associados à menor visibilidade e à instabilidade dos veículos.
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Atenção aos medicamentos
O aumento do consumo de medicamentos é comum a partir dos 60 anos, e para quem conduz pode ter efeitos adversos.
Conforme explica o ACP, alguns medicamentos podem provocar efeitos secundários como sonolência ou tonturas, prejudicando a capacidade de conduzir.
Consultar o médico sobre eventuais efeitos nos reflexos ou na concentração é uma boa prática preventiva.
Atualizar conhecimentos do Código da Estrada
As regras de trânsito sofrem alterações regulares.
De acordo com o ACP, manter-se atualizado relativamente às novas normas é fundamental para uma condução segura.
Frequentar ações de formação ou reciclagem pode ser uma mais-valia nesta fase da vida.
Renovar a carta nos prazos exigidos
Em Portugal, a renovação da carta de condução é obrigatória aos 60, 65 e 70 anos, com apresentação de atestado médico.
Segundo o ACP, após os 70 anos a renovação deve ser feita de dois em dois anos.
Cumprir os prazos legais evita complicações e assegura a validade da autorização para conduzir.
Respeitar sempre as regras de trânsito
Independentemente da idade, o respeito pelas regras de trânsito é indispensável.
Conforme lembra o ACP, obedecer à sinalização, limites de velocidade e distâncias de segurança é vital para proteger todos os utilizadores da estrada.
A prudência continua a ser uma das melhores aliadas de quem quer manter-se ativo ao volante.
Manter a liberdade e a segurança
Conduzir após os 60 anos continua a ser possível para a maioria das pessoas.
Segundo o ACP, a chave está em adotar medidas de precaução ajustadas às novas necessidades físicas e cognitivas.
Com atenção e preparação adequadas, é possível desfrutar da liberdade de conduzir com segurança.
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