Ao reagir às críticas de André Ventura à escolha de Macário Correia para responsabilidades na execução da política nacional da água, Cristóvão Norte acusou o líder do Chega de pôr em causa a integridade do antigo governante e autarca algarvio. O presidente do PSD Algarve recordou que os eleitos daquele partido votaram nele para presidir à Assembleia Municipal de Faro.
Num comunicado enviado ao POSTAL, Cristóvão Norte considerou que André Ventura ultrapassou os limites da crítica política ao apresentar a nomeação de Macário Correia como um exemplo daquilo a que chamou a “podridão da República”.
O dirigente social-democrata apontou uma contradição entre as declarações do presidente do Chega e a posição assumida pelos representantes locais do partido, que apoiaram Macário Correia para um dos cargos institucionais mais relevantes do concelho de Faro.
“No Algarve, o Chega reconhece a competência de Macário Correia e vota nele. Em Lisboa, André Ventura ataca-o e apresenta a sua nomeação como um exemplo daquilo a que chama a podridão da República. É por coisas destas que André Ventura não é para levar a sério”, afirmou Cristóvão Norte.
PSD destaca experiência nas áreas da água e do ambiente
O presidente do PSD Algarve sustentou que a escolha de Macário Correia para assumir responsabilidades na concretização da estratégia nacional para a água é justificada pelo seu percurso técnico e político.
Engenheiro agrónomo, arquiteto paisagista e mestre em Economia Rural, Macário Correia foi secretário de Estado do Ambiente e dos Recursos Naturais e presidiu às câmaras municipais de Tavira e de Faro.
Cristóvão Norte destacou o conhecimento do antigo autarca nas áreas da água, agricultura, ambiente e ordenamento do território.
“Macário Correia foi muito bem escolhido. Tem preparação técnica, experiência política, capacidade executiva e um conhecimento difícil de igualar sobre os desafios da água, da agricultura, do ambiente e do território. Tenho orgulho nesta nomeação”, declarou.
Cristóvão Norte rejeita suspeitas sobre integridade
Para o líder distrital do PSD, André Ventura não se limitou a discordar politicamente da nomeação, tendo apresentado os factos de uma forma que, no seu entender, sugere que Macário Correia tomou decisões para obter benefícios próprios.
“Uma coisa é discutir decisões políticas ou administrativas. Outra, muito diferente, é distorcer os factos para fazer crer que uma pessoa é desonesta ou que agiu em benefício próprio. André Ventura colocou diretamente em causa a honra e a honestidade de Macário Correia. Isso é grave e é falso”, sustentou.
Cristóvão Norte reconheceu que o percurso de qualquer responsável público deve ser sujeito a escrutínio, mas rejeitou que esse exercício seja substituído por insinuações destinadas a gerar indignação e visualizações nas redes sociais.
“Conheço Macário Correia há muitos anos. Conheço também muitas pessoas, de diferentes partidos e sem filiação partidária, que trabalharam e conviveram com ele. Quem fala com conhecimento de causa nunca teve razões para duvidar da sua seriedade, da sua dedicação ao serviço público ou da sua honestidade pessoal”, acrescentou.
O presidente do PSD Algarve descreveu Macário Correia como “um homem frontal, exigente e determinado, que não foge às decisões difíceis e não trabalha para o aplauso imediato”.
PSD questiona voto dos eleitos do Chega em Faro
Cristóvão Norte dirigiu ainda uma pergunta a André Ventura sobre a posição assumida pelos representantes do Chega no Algarve.
“Se Macário Correia não tinha condições para exercer funções públicas, por que razão os eleitos do Chega votaram nele para presidente da Assembleia Municipal de Faro?”, questionou.
Para o dirigente social-democrata, esta diferença entre o discurso nacional e o comportamento dos eleitos locais demonstra que a intervenção de André Ventura não teve como objetivo esclarecer os cidadãos.
“Foi feito para incendiar ânimos, alimentar suspeitas e explorar politicamente matérias complexas que muitas pessoas não conhecem em detalhe. André Ventura não conhece o Algarve e, pelos vistos, também não sabe o que o próprio Chega faz no Algarve”, concluiu Cristóvão Norte.
A.Pinto/ HDF
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