Habitação, saúde, imigração e segurança, representam desafios transversais na sociedade moderna, agravados pelos deficientes sistemas de gestão do espaço onde vivemos.
Poucas são as componentes da vida em sociedade, alheias aos mecanismos integrados, de planeamento e de gestão do território.
Afinal, a qualidade de vida abrange a política estrutural da habitação, que proporciona as condições indispensáveis na saúde, na segurança, no equipamento público básico, no conforto, na mobilidade, politica esta desenvolvida num contexto de sustentabilidade.
Vivemos dramas transversais que, simultânea e sistematicamente, refletem, graves crises territoriais, migratórias, habitacionais, nos sistemas de seguranca, ordem pública, saúde, entre muitas outras.
O desequilíbrio na gestão territorial, provoca a desigualdade social, agravada pela desproporcionalidade na distribuição de profissionais de saúde, de agentes de segurança, professores, equipamento público, em relação à densidade populacional.
Um exemplo paradigmático: Albufeira, com cerca de 40.000 habitantes residentes, atinge nos meses de Verão os 350.000.
O equipamento público, no âmbito da seguranca e da saúde, já enfrenta dificuldades na época baixa. Mesmo contando com os equipamentos de saúde privados, todo o sistema funciona com deficiências evidentes.
O mesmo acontece com o número de efetivos de segurança. Ainda que sejam reforçados na época alta, raramente correspondem às exigências usuais de efetivos em proporção ao número de habitantes presentes no verão.
Na segurança, na saúde, na educação, no suporte das atividades económicas, sociais e culturais, a gestão do território determina, inevitavelmente, o equilíbrio essencial em todas as componentes da vida em sociedade.
Há um longo caminho a percorrer…
Leia também: A reparação de telhados, a tempestade Martinho e as obras no interior de edifícios | Por António Nóbrega
















