Almirante Gouveia, que, também, é Melo, um homem de palavra, que, a ser eleito para a Presidência da República, com a palavra sua a dita presidência saberá honrar, tal como só um outro Almirante, esse de nome Américo de Deus Tomás, com palavras de ouro(1) honrá-la soube em gloriosos tempos pelo país vivido, que não o atual, mostrando-se, em mares cada vez mais agitados, sem rumo e que só um novo Almirante, como o Gouveia, que, também, é Melo, agarrado, firmemente, a um periscópio, será capaz de traçar:
«Se acontecer entrar na vida política, deem-me uma corda para me enforcar»
Almirante Gouveia, que, também, é Melo, em 28 de outubro de 2021
«Não gosto que me imiscuam na área política. Sou militar e não tenho a intenção de me candidatar a nada. Isto é um não; e quando digo não é não»
Idem, em 18 de maio de 2023
«Não incluo, nem excluo, a possibilidade de me candidatar»
Idem, em 4 de setembro de 2024
«Não há dúvidas, vou ser candidato à Presidência da República»
Idem, em 14 de maio de 2025

Jurista
Obrigado, pois, Almirante Gouveia, que, também, sois Melo, por haverdes tido a coragem, em nome da salvação do país, de não pedir uma corda para vos enforcar, já bastando ao país ter ficado traumatizado com o desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, trauma do qual, de resto, nunca terá completamente recuperado!
Entretanto, nobre povo português, não deixeis de levantar hoje de novo o esplendor de Portugal, apoiando, tal como eu, o Almirante Gouveia, que, também, é Melo, na sua corrida para a Presidência da República!
(1) – “A minha boa vontade não tem felizmente limites. Só uma coisa não poderei fazer: o impossível. E tenho verdadeiramente pena de ele não estar ao meu alcance.” Américo Tomás in Diário de Notícias, 23/6/1964;
– Comemora-se em todo o país uma promulgação do despacho número Cem da Marinha Mercante Portuguesa, a que foi dado esse número não por acaso mas porque ele vem na sequência de outros noventa e nove anteriores promulgados….” Américo Tomás in revista Opção, ano II, n.º30;
– «É uma terra [Manteigas] bem interessante, porque estando numa cova está a mais de 700 metros de altitude…” Américo Tomás in O Século, 1/6/1964;
– “O Sr. Prof. Oliveira Salazar, ao longo de mais de trinta anos, é uma vida inteiramente sacrificada em proveito do país, e desconhecendo completamente todos os prazeres da vida, é um homem excecional que não aparece, infelizmente, ao menos, uma vez em cada século, mas aparece raramente ao longo de todos os séculos.” Américo Tomás in Seara Nova, maio 1965;
– “Eu prolongo no tempo esse anseio de V. Ex.ª e permito-me dizer que o meu anseio é maior ainda. Ele consiste em que, mesmo para além da morte, nós possamos viver eternamente na terra portuguesa, porque se nós, para além da morte vivermos sempre sobre a terra portuguesa, isso significa que Portugal será eterno, como eterno é o sono da morte.” Américo Tomás in Diário da Manhã, 14/9/1970;
– “Neste almoço ouvi vários discursos, que o Governador Civil intitulou de simples brindes. Peço desculpa, mas foram autênticos discursos.” Américo Tomás in Diário de Notícias, 14/9/1970;
– “Pedi desculpa ao Sr. Eng.º Machado Vaz por fazer essa retificação. Mas não havia razão para o fazer porque, na realidade, o Sr. Eng.º Machado Vaz referiu-se à altura do início do funcionamento dessa barragem e eu referi-me, afinal, à data da inauguração oficial. Ambas as datas estavam certas. E eu peço, agora, desculpa de ter pedido desculpa da outra vez ao Sr. Eng.º machado Vaz.” Américo Tomás in Seara Nova, Agosto 1972;
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