“Porque estou triste?”
“O que se passa comigo que hoje estou com tão pouca paciência?”
“Estas tão contente hoje! O que se passa contigo?”
Normalmente vemos este tipo de pensamento e comentários como se algo em nós estivesse bem. Chegamos a pensar que efetivamente algo está errado connosco, porque: “não tenho motivo nenhum para me sentir tão irritado!”
Com certeza que isto já lhe aconteceu. Aliás, aconteceu a todos nós alguma vez.
As emoções atuam, não só como manifestações daquilo que estamos a sentir no momento, senão que atuam também como ‘alertas’ para nos direcionar no sentido do que precisa realmente ser olhado com maior atenção e cuidado.
Assim como o nosso corpo emite sinais, como por exemplo, uma dor de cabeça que pode indicar a necessidade de descansar, a nossa parte emocional também busca formas de fazer-se ouvir, então os nossos estados emocionais manifestam-se e por exemplo, sentirmo-nos tristes ou irritado, pode ser sinal de que algo no nosso mundo emocional precisa de atenção.
Geralmente catalogamos as emoções em positivas ou negativas, quando em realidade, até aquelas que concebemos como densas ou más têm um papel positivo a desempenhar porque nelas sentimos aquela parte de nós mesmos que estamos habituados a ‘rejeitar’, a não querer ver mas que precisam de ser aceites e alinhadas com assertividade e equilíbrio, pois elas também fazem parte de nós.
Por exemplo, alguém pode ser considerado como uma pessoa `fria´ e distante, pela forma como age e se comporta, mas em realidade não quer dizer que o seja, só que talvez tenha essa forma de atuar como um mecanismo de defesa ao qual se habituou ao longo da vida, para poder lidar com situações que lhe provocam alguma insegurança.
O mesmo pode acontecer com alguém extremamente extrovertido, tímido, alegre, impulsivo ou reativo.
Encontrar a ‘medida certa’ de nos manifestarmos emocionalmente sem perder, nem ofuscar a essência de quem realmente somos, requer um trabalho de auto-conhecimento mais profundo que no dia a dia trará muitos benefícios nas diversas áreas que compõem as nossas vidas: área pessoal, laboral, relacional, social, etc.
Reconhecer com naturalidade – no com ansiedade nem obsessivamente – as emoções que vivenciamos quotidianamente de forma a poder aprender a lidar com elas – ao ponto de poder manifestar-se e viver de forma equilibrada e harmoniosa – é um ponto fulcral para a sensação de bem-estar geral de cada um de nós.
Todos queremos ser felizes e saudáveis, e ‘o mundo das emoções’ tem um papel importantíssimo nestes estados de alegria, saúde e bem-estar, porque através delas executamos comportamentos, formas de ser e de estar. Elas influenciam os nossos pensamentos e sentires e vice-versa.
Portanto, estar atentos ao nosso sentir e às nossas emoções ajudar-nos-á a vivermos em maior equilíbrio e harmonia.
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