Senhor Presidente,
Neste ano em que Lagos tem a honra de acolher as comemorações do “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, não posso deixar de aproveitar esta ocasião simbólica para apelar à sua reconhecida atenção pelas questões da cultura e do património nacional.
Entre os muitos bens históricos que testemunham o passado glorioso desta cidade, destaca-se a Fortaleza da Ponta da Bandeira, sentinela da nossa costa e da nossa memória marítima. Lamentavelmente, este monumento encontra-se hoje num estado de visível degradação, com sinais preocupantes de abandono e risco iminente de ruína.

Engenheiro electrotécnico, lacobrigense, 77 anos
Salvar a Fortaleza da Ponta da Bandeira será honrar verdadeiramente a História de Portugal — e dar sentido pleno à celebração do seu Dia maior.
É doloroso ver um património com tanto valor simbólico e histórico perder-se, pouco a pouco, diante da indiferença ou da inércia. E por isso me dirijo a Vossa Excelência — com confiança na sua sensibilidade e no seu compromisso com a cultura — para pedir a sua intervenção moral e institucional junto das entidades competentes.
Acreditamos que a sua voz pode ser determinante para relembrar a urgência de preservar este marco essencial da identidade lacobrigense e portuguesa.
Salvar a Fortaleza da Ponta da Bandeira será honrar verdadeiramente a História de Portugal — e dar sentido pleno à celebração do seu Dia maior.
[Em anexo, seguem imagens captadas no local no dia 23 de Maio de 2025, ilustrando o avançado estado de degradação de vários pontos da estrutura, com destaque para a gigantesca “cratera”, que cresce de dia para dia ]
Com elevada consideração,
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