Um grupo de clientes do ABANCA continua a reclamar pelo menos 425.000 euros após alegadas transferências não autorizadas, num caso que permanece sem resolução. De acordo com o Jornal de Notícias, vários clientes acusam o banco de recusar a devolução dos montantes retirados das contas e de não assumir responsabilidades.
O problema não é recente e envolve situações semelhantes reportadas em diferentes pontos do país. Segundo a mesma fonte, há clientes que dizem ter ficado com as contas praticamente esvaziadas, sem qualquer alerta prévio ou bloqueio das operações.
As operações em causa terão sido realizadas através de serviços digitais. Escreve o jornal que os lesados garantem não ter autorizado qualquer uma das transferências que deram origem às perdas financeiras. Em alguns casos, os valores envolvidos são elevados. Acrescenta a publicação que há clientes a reportar perdas de dezenas de milhares de euros numa única operação.
Relatos de contas esvaziadas
Entre os testemunhos está o de Dina Machado, que relata uma situação ocorrida em julho de 2025. Refere a mesma fonte que a cliente detetou uma transferência de cerca de 100.000 euros que afirma não ter autorizado. “A conta ficou praticamente a zeros e ninguém do banco estranhou”, afirmou, citada pelo mesmo jornal, sublinhando a ausência de mecanismos de alerta para movimentos fora do padrão habitual.
O descontentamento levou à realização de ações públicas. De acordo com o Correio da Manhã, em novembro do último ano, cerca de duas dezenas de clientes concentraram-se nas Caldas da Rainha para denunciar as perdas e exigir respostas. Segundo a mesma fonte, os participantes acusam a instituição de falhas de segurança que terão permitido o acesso indevido às contas bancárias.
Valores elevados em causa
Entre os casos relatados, há perdas significativas. Escreve o jornal que uma das clientes afirma ter ficado sem 85.000 euros, numa situação que diz não ter autorizado.
“Não nos dão respostas nenhumas, apenas enviaram carta a dizer que não se responsabilizavam”, afirmou Elisabete Rebelo, acrescentando que os lesados pretendem continuar a manifestar-se enquanto não houver solução, conforme a mesma fonte.
O banco rejeita qualquer falha interna. O grupo ABANCA sustenta que as operações foram realizadas com recurso a credenciais legítimas dos próprios clientes. A instituição indica que não foram detetadas vulnerabilidades nos sistemas. “Segundo as auditorias internas realizadas, estes crimes não resultam de qualquer falha ou vulnerabilidade dos sistemas informáticos do banco”, explicou na altura, citada pelo Correio da Manhã.
Explicação para as transferências
O banco aponta para esquemas externos como origem das situações. Acrescenta a publicação que estas práticas incluem tentativas de fraude através de phishing, mensagens e chamadas enganosas. Trata-se, segundo o banco, de um fenómeno crescente. “São esquemas externos cada vez mais sofisticados”, refere a mesma fonte, destacando o aumento deste tipo de casos no setor financeiro.
Apesar das posições assumidas, o conflito mantém-se. Os clientes continuam a exigir o reembolso dos valores e a responsabilização da instituição. O caso permanece sem resolução e sem acordo entre as partes, com os lesados a insistirem que não autorizaram as operações e o banco a manter a sua posição.
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