Uma tripulação da TAP composta por 11 pessoas permanece retida em Caracas, na Venezuela, depois dos fortes sismos registados na noite de quarta-feira, 24 de junho. O incidente deixou pelo menos um ferido ligeiro entre os tripulantes e obrigou a uma reorganização imediata da operação.
De acordo com o Correio da Manhã, a equipa encontrava-se num hotel da capital venezuelana quando os abalos sísmicos atingiram a cidade. O impacto provocou danos na unidade hoteleira, o que levou à transferência imediata de todos os elementos para outro local. A situação gerou momentos de tensão, sobretudo pela incerteza inicial sobre a dimensão dos estragos e o estado das infraestruturas à volta do aeroporto internacional.
Um ferido, mas fora de perigo
Entre os 11 elementos da tripulação, um ficou ferido de forma ligeira. Ricardo Penarroias, presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, explicou que o tripulante “está bem e estável”, afastando preocupações mais graves. Segundo a mesma fonte, o acompanhamento médico foi assegurado e não houve necessidade de intervenção mais complexa, mantendo-se o quadro clínico controlado.
André Serpa Soares, relações públicas da TAP, confirmou ao mesmo jornal que todos os membros da tripulação estão seguros e sob acompanhamento da companhia. A TAP assegurou que mantém contacto permanente com as autoridades portuguesas e venezuelanas para avaliar o cenário e preparar uma eventual solução de regresso. “Estão bem e em segurança”, garantiu o porta-voz.
Mais portugueses em solo venezuelano
Além da equipa da TAP, encontram-se também na Venezuela duas tripulações da Hi Fly, num total de 25 elementos. Uma delas estava em fase de embarque no momento em que os sismos ocorreram. Acrescenta a publicação que a outra equipa estava igualmente num hotel, elevando para 45 o número total de tripulantes e mecânicos portugueses envolvidos nesta situação entre as duas companhias.
O principal obstáculo ao regresso continua a ser o estado do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que sofreu danos e tem limitações operacionais. Ricardo Penarroias explicou ao Correio da Manhã que, nesta altura, não existe qualquer previsão concreta para o regresso a Portugal, precisamente por causa da instabilidade na infraestrutura.
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