Uma noite de chuva intensa no concelho de Vila Nova de Gaia transformou-se num pesadelo para os residentes de um prédio habitacional. Um estrondo violento durante a madrugada, que muitos confundiram inicialmente com um trovão ligado ao mau tempo, abanou a estrutura do edifício e gerou pânico entre a vizinhança e fez pessoas saírem de casa. A gravidade da ocorrência obrigou à intervenção imediata dos bombeiros e da Proteção Civil para avaliar a segurança das pessoas e bens.
O incidente deveu-se ao aluimento de terras e colapso de dois muros situados numa quota superior, que acabaram por ceder sobre as garagens do condomínio. O caso foi reportado pelo Jornal de Notícias, que descreve um cenário de destruição na zona da Rechousa, na freguesia de Canelas.
A instabilidade provocada pela queda das estruturas levou as autoridades a aconselharem a saída de pelo menos um morador por precaução. António Coutinho, que reside no rés-do-chão, viu-se forçado a abandonar a sua casa e a ir dormir a casa da filha, seguindo a recomendação de segurança dada pelos operacionais no local.
Destruição de viaturas e garagens
O impacto dos detritos foi devastador para as infraestruturas de estacionamento do edifício. As pedras e terras que se soltaram da encosta perfuraram os telhados das garagens, atingindo diretamente as viaturas que se encontravam guardadas no interior.
Indica a mesma fonte que alguns vizinhos ficaram com buracos nos automóveis devido à violência da queda dos materiais. Por sorte, o morador que teve de sair de casa tinha retirado o seu carro cerca de uma hora antes para o levar à oficina, escapando assim aos danos materiais diretos na sua viatura.
Relato de terror na madrugada
Joaquim Braga, outro residente no prédio há mais de três décadas, descreveu o momento como uma experiência aterradora e difícil de traduzir por palavras. O estrondo foi sentido pouco depois da meia-noite, numa altura em que a maioria das pessoas já se encontrava a descansar.
Explica a referida fonte que este habitante sentiu o prédio abanar completamente, percebendo a gravidade da situação apenas quando foi à janela ver o que se passava. A sua garagem ficou totalmente danificada, antevendo-se prejuízos financeiros elevados para os condóminos afetados.
Medo de novos desabamentos
A preocupação dos moradores mantém-se elevada, uma vez que os muros de suporte não cederam na sua totalidade durante o incidente inicial. Existe um receio fundado de que a persistência do mau tempo e a saturação dos solos possam provocar a derrocada da parte restante da estrutura sobre o edificado.
Os residentes alertam para a necessidade de uma intervenção rápida para evitar que a situação se agrave nos próximos dias. A instabilidade do terreno continua a ser um fator de risco, mantendo a comunidade da Rua Belo Horizonte em estado de alerta.
Seguros e responsabilidades
Apesar do aparato e da destruição material significativa, não houve registo de ferimentos físicos entre os habitantes do prédio. O foco dos proprietários vira-se agora para o apuramento de responsabilidades e para o complexo processo de ativação dos seguros para cobrir os estragos.
Explica ainda o Jornal de Notícias que a ocorrência mobilizou para o local cinco operacionais apoiados por duas viaturas. Os Bombeiros Sapadores de Gaia e a Proteção Civil estiveram presentes para avaliar os riscos estruturais e garantir a segurança do perímetro.
















