O calor deverá intensificar-se em Portugal continental entre sexta-feira, 31 de julho, e sábado, 1 de agosto, com várias regiões do interior a poderem ultrapassar os 35 ºC. A subida das temperaturas máximas deverá sentir-se em grande parte do território, embora com diferenças marcadas entre o litoral e o interior.
De acordo com a Meteored, o interior Norte e Centro, o Alentejo e o Sotavento Algarvio deverão concentrar os valores mais elevados. Já o litoral deverá manter temperaturas mais moderadas, devido à influência marítima, ainda que também possa registar uma subida face aos dias anteriores.
Sábado deverá marcar o pico do calor
Depois de uma sexta-feira já quente em várias regiões, o sábado deverá ser o dia mais intenso deste episódio. A massa de ar quente prevista sobre a Península Ibérica deverá favorecer uma subida adicional das temperaturas máximas, sobretudo nas regiões afastadas da influência direta do Atlântico.
A diferença entre litoral e interior deverá tornar-se mais evidente no sábado à tarde. Enquanto as zonas costeiras deverão continuar a beneficiar do efeito moderador do oceano, o interior poderá registar valores bem mais elevados, com várias capitais de distrito a passar a marca dos 35 ºC.
Entre as áreas mais expostas ao calor estarão o Nordeste Transmontano, a Beira Interior, o Alentejo e o Sotavento Algarvio. Nestas regiões, as temperaturas deverão atingir os valores mais altos durante as horas centrais do dia e ao longo da tarde.
Temperaturas acima da média em várias regiões
Segundo a Meteored, os mapas de anomalia térmica indicam que as temperaturas deverão ficar entre 3 e 6 ºC acima da média climatológica em muitas zonas do interior. Embora o final de julho e o início de agosto correspondam habitualmente a um dos períodos mais quentes do ano, estes desvios positivos mostram que o calor deverá ficar acima do normal em várias regiões.
A presença de ar quente em altitude também deverá contribuir para esta subida. Nos mapas de temperatura aos 850 hPa, que ajudam a avaliar a massa de ar presente sobre a região, observam-se valores elevados sobre a Península Ibérica, favorecendo o aquecimento à superfície.
Esta configuração atmosférica cria condições para que o calor se intensifique durante o dia, sobretudo onde o vento for fraco e a influência marítima for menor. Por isso, o interior deverá voltar a destacar-se no mapa das temperaturas máximas.
Ambiente seco pode agravar sensação de calor
Além das temperaturas elevadas, os modelos apontam para níveis baixos de humidade relativa durante a tarde, em especial no interior. Em algumas zonas, os valores poderão situar-se frequentemente entre 15% e 25%, criando um ambiente seco e quente.
O vento deverá soprar, em geral, fraco a moderado, sem capacidade para aliviar de forma significativa o calor nas regiões interiores. A conjugação de temperaturas elevadas, baixa humidade e vento pouco expressivo poderá tornar o ambiente particularmente exigente durante a tarde.
Perante este cenário, é aconselhável evitar exposição prolongada ao sol nas horas de maior calor, reforçar a hidratação e ter atenção redobrada a crianças, idosos, pessoas com doenças crónicas e trabalhadores ao ar livre.
A evolução deverá continuar a ser acompanhada nos próximos dias, em especial caso sejam emitidos avisos meteorológicos pelas autoridades competentes. Até ao final de sábado, o interior do país deverá manter-se como a zona mais afetada por este novo aumento das temperaturas.
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