Portugal deverá entrar em julho com tempo maioritariamente seco e soalheiro, depois de vários dias marcados por calor intenso e alguma instabilidade. Os modelos meteorológicos apontam para uma reorganização gradual da circulação atmosférica entre 28 de junho e 8 de julho, mas sem sinais de chuva significativa.
De acordo com o portal especializado em meteorologia, Meteored, a tendência é indicada pelo modelo europeu ECMWF, que sugere o reforço da estabilidade atmosférica sobre a Península Ibérica. O Anticiclone dos Açores deverá voltar a ter um papel importante, favorecendo dias secos em grande parte do território continental.
Dia 28 pode marcar fase de transição
O dia 28 de junho deverá representar uma fase de transição no estado do tempo. O Anticiclone dos Açores deverá manter-se robusto e relativamente próximo da Península Ibérica, criando condições para tempo estável e seco.
Apesar disso, a sua posição poderá permitir a entrada de vento de noroeste ao longo da faixa costeira. Este cenário favorece a nortada, sobretudo no litoral Norte e Centro, moderando as temperaturas junto ao mar.
No interior e no Sul, o ambiente deverá continuar mais quente. A influência de uma massa de ar mais quente poderá manter as temperaturas elevadas, embora sem sinais de calor extremo nesta fase.
Bloqueio escandinavo pode influenciar circulação
Entre 30 de junho e 2 de julho, os ensembles do ECMWF apontam para a possibilidade de um bloqueio escandinavo. Este padrão está associado ao desenvolvimento de uma área anticiclónica extensa sobre o norte e nordeste da Europa.
No inverno, este tipo de configuração pode favorecer descidas de ar frio para latitudes mais baixas. No verão, os efeitos tendem a ser diferentes e nem sempre resultam em alterações bruscas do tempo em Portugal.
Para já, não há sinais de frentes ativas ou de episódios relevantes de precipitação a atingir o território continental. O cenário mais provável continua a ser de estabilidade, com céu pouco nublado ou limpo em muitas regiões.
Calor normal para a época
No arranque de julho, as temperaturas deverão manter-se elevadas, sobretudo no interior do Centro e do Sul. O Alentejo e o vale do Tejo poderão registar máximas próximas dos 34 a 36 ºC em alguns dias.
Apesar de serem valores altos, enquadram-se no que é habitual para esta altura do ano. Ou seja, a previsão atual não aponta para uma situação de calor excecional ou para uma nova fase de extremos significativos.
No litoral ocidental, a nortada poderá continuar a fazer diferença. As temperaturas junto ao mar deverão ficar mais contidas, especialmente nas zonas expostas ao vento de noroeste.
Atlantic Ridge pode ganhar força
Entre 4 e 8 de julho, os modelos aumentam a probabilidade de instalação de um padrão conhecido como Atlantic Ridge. Este regime caracteriza-se pelo reforço de uma área anticiclónica sobre o Atlântico Norte, por vezes deslocada para latitudes mais elevadas.
Em Portugal, este padrão costuma favorecer tempo seco e relativamente estável. No entanto, a sua influência nas temperaturas depende da posição exata do anticiclone e da circulação associada.
Se o eixo anticiclónico favorecer entrada de ar de noroeste, o litoral Norte e Centro poderá sentir algum alívio térmico. Por outro lado, o interior poderá continuar com tardes quentes, típicas do início de julho.
Sem sinais de chuva significativa
A previsão para o período entre 28 de junho e 8 de julho continua a apontar para ausência de chuva relevante em Portugal continental. Depois da instabilidade recente, o cenário deverá ser dominado por maior estabilidade atmosférica.
Ainda assim, por se tratar de uma previsão a vários dias, podem ocorrer ajustes nos próximos modelos. Pequenas alterações na posição do anticiclone ou na circulação em altitude podem influenciar vento, nebulosidade e temperaturas.
Para já, a mensagem principal é de tempo seco, soalheiro e quente, mas sem indicação de calor extremo generalizado. O início de julho deverá, assim, ser marcado por estabilidade e por temperaturas dentro do esperado para a época.
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