Quase quatro décadas depois de terem sido retiradas de um remoinho na praia de Moledo, Sandra Souto e Isilda Salvador, ambas de 53 anos e naturais de Verdoejo, Valença, procuram os dois salvadores desconhecidos que entraram no mar sem meios de socorro, segundo avança o Jornal de Notícias (JN).
O episódio ocorreu numa tarde de domingo do verão de 1989. As duas amigas encontravam-se no mar quando foram apanhadas por um remoinho, numa situação que poderia ter terminado em tragédia, mas que teve um desfecho feliz graças à intervenção de dois homens.
Dois desconhecidos entraram no mar sem meios de socorro
Ao perceberem o perigo, os dois homens entraram na água para resgatar Sandra e Isilda, apesar de não disporem de quaisquer equipamentos ou meios de salvamento.
A identidade dos intervenientes nunca chegou a ser conhecida pelas duas amigas. Daquele momento, recordam apenas que um dos homens era um jovem moreno e que o outro aparentava ter cerca de 40 anos.
Passados 37 anos, estas são as principais pistas disponíveis para tentar localizar quem lhes salvou a vida naquela tarde na praia de Moledo.
“Estamos vivas graças a eles”
Sandra Souto e Isilda Salvador mantêm o desejo de encontrar os dois homens ou, caso já tenham morrido, chegar às respetivas famílias para manifestarem a gratidão que conservaram durante quase quatro décadas.
“Gostávamos de dizer um obrigada a quem nos salvou e, se já não estiverem cá, a quem descende, porque estamos vivas graças a eles”, afirmaram as duas amigas ao JN.
A procura pretende agora dar um nome aos dois desconhecidos que, num domingo de verão de 1989, arriscaram a própria segurança e evitaram que o episódio no mar de Moledo tivesse um desfecho trágico.
A.Pinto / HDF
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