O músico angolano Gildo Blessed venceu a primeira edição do “Artista Subsolo do Ano”, iniciativa promovida pelo Ginásio Clube de Faro e pelo estúdio Lá no 7 para dar visibilidade a artistas que desenvolvem o seu trabalho longe dos grandes palcos e que enfrentam dificuldades na procura de oportunidades de promoção.
A final realizou-se no dia 12 de setembro, no Skate Parque de Faro, perante um público que acompanhou as atuações dos três finalistas: Gildo Blessed, Slim C e Guga.
Gildo Blessed convenceu o júri com uma atuação composta por três temas, marcada por influências de hip hop e freestyle e pela presença de sonoridades africanas, elementos que deram identidade própria à apresentação.
Slim C e Guga estrearam-se em palco
A final ficou também marcada pela estreia de Slim C e Guga perante um público, tornando a participação no concurso num momento particularmente relevante nos respetivos percursos artísticos. As três atuações, segundo a organização, surpreenderam os presentes e dificultaram a decisão do júri.
Slim C, de Faro, foi o primeiro a atuar, apresentando uma prestação construída em torno de beats e rimas. Seguiu-se Guga, nome artístico do farense Gustavo Santos, que, acompanhado por um ukulele, apresentou temas de autor com influências do cancioneiro português e do hip hop.
A atuação de Guga contou com uma forte participação do público e foi apontada pela organização como uma das surpresas da noite.
Três finalistas vão atuar no Festival Subsolo
A vitória de Gildo Blessed valeu-lhe um prémio monetário de 250 euros, a gravação de um trabalho em estúdio e uma atuação no Festival Subsolo, que se realiza a 3 de outubro, nas Muralhas de Faro.
O júri decidiu, contudo, distinguir também Slim C e Guga, convidando os dois artistas a integrarem igualmente o cartaz do festival.
A organização considera que a primeira edição do “Artista Subsolo do Ano” constituiu um passo na criação de novas oportunidades para talentos emergentes e na valorização da produção artística local.
“Fez-se história neste dia, e o tempo o irá provar”, pode ler-se no comunicado. A organização destacou ainda o significado da experiência para artistas que subiram pela primeira vez a um palco, enfrentando as emoções de uma estreia e mostrando, segundo a mesma fonte, talento, criatividade e vontade de desenvolver os seus projetos.
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