A investigação começou há vários meses e terminou com uma decisão pesada no Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira. Treze suspeitos de uma alegada rede de tráfico de droga que operava em vários concelhos dos distritos de Aveiro e do Porto ficaram em prisão preventiva.
De acordo com o Jornal de Notícias, a medida de coação foi aplicada esta sexta-feira a 13 dos 15 arguidos presentes a primeiro interrogatório judicial. Os outros dois ficaram sujeitos a Termo de Identidade e Residência.
Operação levou à detenção de 26 suspeitos
A decisão judicial surge depois de uma megaoperação realizada pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Oliveira de Azeméis. A ação decorreu na passada terça-feira, 7 de julho, e levou à detenção de 26 suspeitos.
Onze dos detidos acabaram por ser libertados poucas horas depois, sujeitos apenas a Termo de Identidade e Residência. Os restantes 15 aguardaram pela decisão do tribunal sobre as medidas de coação.
Rede atuava em vários concelhos
Segundo a GNR, a investigação tinha como objetivo desmantelar uma organização criminosa fortemente indiciada pelos crimes de tráfico de estupefacientes, posse de armas de fogo e outros ilícitos relacionados.
A atividade do grupo estendia-se aos concelhos de Aveiro, Arouca, Estarreja, Vale de Cambra, Albergaria-a-Velha, Oliveira de Azeméis, São João da Madeira, Vila Nova de Gaia e Porto. A rede abasteceria uma vasta bolsa de consumidores.
Venda junto a escolas preocupa autoridades
Um dos pontos mais sensíveis da investigação prende-se com os locais onde parte da atividade criminosa seria desenvolvida. A GNR apurou que a alegada rede atuava em zonas urbanas densamente povoadas e em espaços frequentados por jovens.
Entre esses locais estavam as imediações de estabelecimentos de ensino. Em pelo menos dois casos, há suspeitas de que a venda de droga ocorria mesmo no interior das próprias escolas.
Estratégia para captar novos consumidores
De acordo com a investigação, a presença junto de escolas faria parte de uma alegada estratégia para captar novos consumidores e expandir a atividade ilícita.
Este detalhe agrava a preocupação das autoridades, por envolver ambientes frequentados por menores e jovens estudantes. A proximidade a estabelecimentos de ensino coloca o caso num plano especialmente sensível para famílias, escolas e comunidade local.
Buscas permitiram apreender milhares de doses
Durante as buscas, a GNR apreendeu cerca de 80 mil doses de haxixe, correspondentes a aproximadamente 40 quilogramas.
Foram ainda apreendidas 1720 doses de cocaína, 38,72 doses de liamba, 23,5 doses de cocaína “crack”, 21 doses de heroína e 3,2 doses de MDMA.
Dinheiro, balanças e material de preparação
Além da droga, os militares apreenderam 20.712,10 euros em numerário. Foram também encontradas 11 balanças de precisão e diverso material usado na preparação e acondicionamento dos estupefacientes.
Este tipo de material é habitualmente associado à divisão, pesagem e preparação de doses para venda. A apreensão reforça os indícios recolhidos durante a investigação.
Armas, munições e notas falsas
A operação permitiu ainda apreender duas armas de fogo, que se revelaram réplicas, 16 munições e dois boxers do tipo “soqueira”.
Foram também apreendidos 140 euros em notas falsas. Estes elementos juntam-se ao processo relacionado com a alegada atividade criminosa investigada pela GNR.
Investigação decorreu durante meses
A GNR acompanhava a alegada rede há vários meses antes da operação. O objetivo era identificar suspeitos, perceber a estrutura do grupo e recolher indícios sobre os locais de venda e abastecimento.
A dimensão da apreensão e o número de detidos mostram a escala atribuída pelas autoridades a esta investigação. O processo envolve vários concelhos e diferentes tipos de droga.
Medidas de coação mais graves
A prisão preventiva é a medida de coação mais gravosa prevista antes de julgamento e foi aplicada a 13 arguidos presentes ao tribunal.
A decisão indica que o tribunal considerou existirem fundamentos para manter estes suspeitos privados de liberdade enquanto o processo prossegue. Os restantes dois arguidos ficaram sujeitos a uma medida menos pesada, o Termo de Identidade e Residência.
Caso segue agora na Justiça
Depois da operação da GNR e da decisão do Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira, o processo segue agora os seus trâmites judiciais.
As suspeitas envolvem tráfico de droga, posse de armas e outros ilícitos conexos. A investigação terá agora de consolidar a prova recolhida e apurar o papel de cada arguido na alegada rede.
Escolas no centro da preocupação
O facto de a droga poder ter sido vendida junto a escolas, e em pelo menos dois casos dentro dos estabelecimentos de ensino, é o ponto que mais impacto gera neste caso.
Para as autoridades, trata-se de uma alegada rede com atuação alargada e capacidade de abastecimento em vários concelhos. Para as comunidades locais, o caso deixa uma preocupação clara: a presença do tráfico em zonas frequentadas por jovens.
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