Luís Neves é o novo ministro da Administração Interna, tendo sido empossado na manhã desta segunda-feira, 23 de fevereiro, pelo Presidente da República, numa alteração que marca a primeira remodelação do XXV Governo Constitucional. O até agora diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) assume funções num momento descrito por si como exigente para o país e para o setor da segurança interna.
De acordo com o portal Notícias ao Minuto, a cerimónia decorreu na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, e incluiu igualmente a recondução de três secretários de Estado que já integravam a anterior equipa ministerial.
Uma mudança após a demissão
A nomeação surge na sequência da demissão de Maria Lúcia Amaral, apresentada no passado dia 10. Segundo a mesma fonte, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou o pedido, indicando que a então ministra considerou já não reunir “as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo”.
Após essa saída, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, assumiu temporariamente as competências da Administração Interna, numa altura em que o território continental enfrentava uma vaga de tempestades que provocou 18 mortos e centenas de desalojados.
Terceiro ministro na mesma pasta
Com a entrada de Luís Neves, a pasta da Administração Interna passa a ter o terceiro titular sob liderança de Luís Montenegro em menos de dois anos, considerando os XXIV e XXV Governos Constitucionais. Antes exerceram funções Margarida Blasco e Maria Lúcia Amaral.
Acrescenta o Notícias ao Minuto que esta é a primeira alteração no atual executivo, ainda antes de completar nove meses de governação, traduzindo um ajuste na equipa governativa em curso.
Da PJ para o Executivo
Luís Neves justificou a aceitação do cargo como uma resposta ao contexto atual. “Sempre fui um servidor público. É isso que pretendo fazer neste momento de exigência”, afirmou aos jornalistas no final da cerimónia.
Conforme a mesma fonte, o novo ministro explicou que estaria a cerca de um ano de concluir funções como diretor nacional da PJ, mas decidiu avançar para “este novo projeto”, reconhecendo tratar-se de “uma decisão difícil” face ao percurso profissional desenvolvido.
Tranquilidade e prioridades
Questionado sobre a transição da PJ para o Governo, Luís Neves afirmou sentir-se “muito tranquilo”, sublinhando que o diretor nacional da PJ tem como missão “organizar” e “prover meios para a instituição” e não “investigar ninguém”.
Sobre as forças de segurança, garantiu que continuará “a trabalhar no sentido de dotar as mulheres, os homens e as instituições dos melhores meios possíveis”. “Trabalhar na Administração Interna é trabalhar na prevenção, na antecipação, na proatividade”, declarou ainda, deixando uma “palavra de grande estímulo” às estruturas da GNR, PSP, Proteção Civil, bombeiros, Forças Armadas enquanto agentes de proteção civil e aos autarcas, com quem afirmou contar para cumprir a missão agora assumida.
Na mesma cerimónia foram reconduzidos Paulo Simões Ribeiro, Telmo Correia e Rui Rocha como secretários de Estado, transitando da equipa anterior. O novo ministro inicia funções num contexto exigente, assumindo a coordenação de áreas centrais para a segurança e proteção civil no país.
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