A Ponte Móvel de Leixões, que assegura a ligação entre Matosinhos e Leça da Palmeira, entrou na última segunda-feira, 15 de junho, em obras de reabilitação e manutenção, ficando encerrada à circulação durante cerca de três meses. A interdição abrange veículos, peões, bicicletas e trotinetas.
De acordo com o Diário de Notícias, a intervenção arrancou após o último dia de circulação ter sido assinalado no domingo, 14 de junho. A conclusão dos trabalhos está prevista para meados de setembro.
Ligação interrompida até ao final do verão
Inaugurada em 2007, a Ponte Móvel de Leixões é considerada a quarta maior ponte móvel do mundo, contando com um vão de 92 metros. A estrutura desempenha um papel central na ligação entre as duas margens da zona portuária.
Para minimizar os impactos do encerramento, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) vai disponibilizar um serviço gratuito de autocarro para peões e utilizadores de bicicletas e trotinetas.
Alternativa gratuita para os utilizadores
Segundo a mesma fonte, o transporte funcionará ao longo de todo o dia e também durante a madrugada. Entre as 7 h e as 22 h, os autocarros terão uma frequência de 15 minutos. Durante o período noturno, entre as 22 h e as 7 h, a frequência passa para 20 minutos.
A APDL explica que o percurso será realizado pelo interior do Porto de Leixões durante o dia e pelo exterior durante a noite, numa solução desenhada para garantir a continuidade das deslocações entre Matosinhos e Leça da Palmeira.
Onde ficam as paragens
As paragens estarão localizadas junto aos acessos habituais da travessia. Em Matosinhos, o embarque será feito na antiga Rua Cardeal D. Américo, junto ao acesso nascente da ponte. Já em Leça da Palmeira, a paragem ficará instalada no Largo Dona Adelina Pinto de Oliveira.
A administração portuária sublinha a importância da intervenção e pede compreensão aos utilizadores afetados pelo encerramento temporário.
O que vai ser feito na ponte
Entre os trabalhos previstos estão a remoção de componentes metálicos degradados, o tratamento anticorrosivo da estrutura principal e a substituição de diversos elementos metálicos por peças com proteção reforçada. A APDL considera que esta operação é necessária para garantir a segurança e a durabilidade da infraestrutura. Em comunicado citado pela publicação, a entidade afirma que “mais do que uma obra, trata-se de um esforço concreto para servir melhor a comunidade que diariamente depende desta travessia”.
Durante os próximos três meses, quem utilizava a Ponte Móvel de Leixões terá de recorrer às alternativas disponibilizadas ou optar por outros percursos rodoviários entre as duas localidades. Se o calendário previsto for cumprido, a travessia deverá reabrir ao público em setembro, após a conclusão dos trabalhos de manutenção e reabilitação da estrutura.















