Uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) expôs um esquema que terá causado um prejuízo superior a 100 mil euros a uma utente idosa de um lar. Em causa está a operação ‘Cartão Dourado’, que levou à constituição de dois arguidos por suspeitas de furto, abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento e branqueamento, segundo o Correio da Manhã.
A PJ anunciou o desenvolvimento do caso através de um comunicado divulgado esta semana, indicando que os factos estão a ser investigados no âmbito de uma operação policial.
Segundo a mesma nota, um dos arguidos trabalhava num lar de idosos e terá acedido a cartões bancários pertencentes a uma utente idosa, numa situação que está agora sob investigação criminal.
Como terá funcionado o esquema
De acordo com a PJ, após a obtenção dos cartões, os suspeitos terão associado contactos telefónicos próprios à conta bancária da vítima, o que lhes permitiu operar a partir dessa ligação.
A partir daí, e sempre segundo o comunicado, terão sido realizados pagamentos de despesas pessoais e aquisições de bens, utilizando os meios de pagamento ligados à conta da utente.
A investigação aponta para um prejuízo superior a 100 mil euros, valor que a Polícia Judiciária refere como impacto económico do esquema atribuído aos suspeitos.
Crimes em investigação e diligências realizadas
No âmbito do processo, as autoridades constituíram duas pessoas arguidas por suspeitas de furto, abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento e branqueamento. A operação foi designada ‘Cartão Dourado’ e incluiu diligências no terreno, com o objetivo de recolher prova e identificar o circuito usado nas transações.
Segundo a Polícia Judiciária, a investigação levou ainda a várias buscas domiciliárias e à apreensão de documentos e equipamentos informáticos, material que poderá ser relevante para a análise das movimentações e para o apuramento de responsabilidades.
O que se segue no processo
Segundo o Correio da Manhã, o inquérito prossegue, sendo esperado que a análise do material apreendido ajude a clarificar a dimensão do esquema e a forma como os pagamentos terão sido executados.
A Polícia Judiciária não detalhou, no comunicado, eventuais medidas de coação, remetendo a evolução do caso para os trâmites normais da investigação e das decisões da autoridade judiciária competente.
















