António José Seguro reconheceu publicamente que o processo de avaliação dos exames nacionais não decorreu como deveria e alertou para a ansiedade criada entre alunos, famílias e professores. O Presidente da República exige agora que nenhum estudante seja prejudicado pelos erros registados.
O chefe de Estado pronunciou-se esta sexta-feira, 18 de julho, à margem de uma visita ao Museu Gulbenkian, em Lisboa, numa altura em que persistem problemas relacionados com a correção e divulgação das classificações.
“É reconhecido por todos que o processo de avaliação não correu bem”, afirmou António José Seguro, citado pela RTP.
Seguro fala em ansiedade e preocupação
Segundo o Presidente da República, num processo em que deveria existir estabilidade instalou-se um clima de ansiedade e preocupação entre os estudantes, os encarregados de educação e os professores.
Seguro deixou uma palavra de compreensão e solidariedade a todos os afetados e manifestou a expectativa de que os problemas sejam resolvidos com a maior rapidez possível.
O chefe de Estado adiantou ainda que as classificações dos alunos estavam a ser enviadas para as escolas, embora continuem a existir provas cuja situação ainda não se encontra totalmente regularizada.
Nenhum aluno deve ser prejudicado
António José Seguro defendeu que todos os estudantes e respetivas famílias devem ter acesso às classificações das provas realizadas.
Para o Presidente da República, é fundamental garantir que nenhum aluno fica prejudicado pelas falhas verificadas durante o processo de correção e avaliação.
O chefe de Estado já tinha defendido, no início de julho, uma rápida resolução dos problemas e a preservação da confiança no sistema de avaliação.
Segunda fase começa na próxima semana
Seguro considerou igualmente importante que a segunda fase dos exames nacionais, com início previsto para a próxima semana, decorra sem qualquer problema.
O Presidente espera que sejam tomadas as medidas necessárias para impedir a repetição das falhas verificadas durante a primeira fase.
A polémica tem provocado críticas de vários partidos, com o PCP a considerar que o rigor e a fiabilidade do sistema estão em causa e a Iniciativa Liberal a acusar o ministro da Educação de incompetência na gestão do processo.
Auditoria deve explicar o que aconteceu
O Governo já anunciou a realização de uma auditoria ao processo, cujas conclusões deverão ajudar a perceber o que falhou.
Para António José Seguro, mais do que apurar responsabilidades, será essencial retirar ensinamentos que evitem a repetição de situações semelhantes no próximo ano letivo.
Questionado também sobre a polémica que envolve o ministro da Administração Interna e sobre o normal funcionamento do Governo, o Presidente garantiu estar atento à vida nacional.
Seguro evitou, contudo, aprofundar o tema, afirmando que o Presidente da República fala “no momento certo e no local adequado”. António José Seguro tomou posse como Presidente da República em 9 de março de 2026.
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