A psicóloga portuguesa Carolina Freitas de Nunes regressou a Portugal depois de ter sido detida na Indonésia, na sequência da descoberta de 50 munições na sua bagagem durante um controlo de segurança no aeroporto de Bali. A cidadã portuguesa já se encontra em liberdade e voltou ao país após várias semanas marcadas pela incerteza.
A detenção ocorreu no Aeroporto Internacional I Gusti Ngurah Rai, quando Carolina Freitas de Nunes se preparava para embarcar num voo com destino a Abu Dhabi. Durante a inspeção das bagagens, o sistema de raio-X sinalizou a existência de material suspeito, levando as autoridades a realizar uma revista manual. Foi nesse momento que foram encontrados 50 cartuchos de calibre .22 Long Rifle no interior da mochila que transportava. A portuguesa assumiu que as munições lhe pertenciam, mas explicou que desconhecia que continuavam guardadas naquela bagagem.
Explicação apresentada às autoridades
Sendo praticante de tiro desportivo, Carolina Freitas de Nunes esclareceu que utiliza este tipo de munições na modalidade, sustentando, contudo, que a sua presença na mochila resultou de um lapso e não de uma ação deliberada. O caso levou à sua detenção pelas autoridades indonésias, dando início a um processo que a manteve impedida de regressar a Portugal enquanto decorriam os procedimentos legais.
Já depois de recuperar a liberdade, Carolina decidiu partilhar uma mensagem nas redes sociais sobre a experiência vivida. Descreveu os dias passados na Indonésia como um período particularmente difícil, tanto a nível físico como emocional. “Foram dias muito difíceis que me deixaram marcas no corpo e na alma. Mas, acima de tudo, fizeram-me perceber que não há nada mais importante do que a liberdade, família e amigos”, escreveu a psicóloga.
Regresso a Portugal
Ultrapassado o processo, Carolina Freitas de Nunes conseguiu finalmente regressar ao território nacional, colocando um ponto final num episódio que acompanhou com grande preocupação familiares e amigos.
Antes da viagem de regresso, deixou também uma mensagem onde revelava aquilo em que mais pensava durante todo o período em que permaneceu longe de casa. “Dentro de poucas horas vou poder voltar a abraçar os meus filhos. Esse abraço foi o que me deu força para nunca deixar de acreditar que este dia chegaria”, afirmou.
Mensagem sem sinais de revolta
Apesar da experiência vivida, a psicóloga optou por transmitir uma mensagem de serenidade, privilegiando o sentimento de alívio por poder voltar à sua rotina e junto da família.
Carolina sublinhou que não guarda ressentimento relativamente ao sucedido, preferindo concentrar-se no reencontro com os filhos e com as pessoas mais próximas, depois de um período marcado pela incerteza. “Hoje não levo comigo revolta”, sublinhou a psicóloga antes de embarcar rumo a Portugal.
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