Um homem de 83 anos foi detido pela PSP em Vila Franca de Xira, na sequência de uma fiscalização relacionada com um cão que circulava sem trela. O episódio, ocorrido no dia 2 de julho, acabou por evoluir para alegadas agressões a um polícia, resistência à detenção e um crime de desobediência.
De acordo com o Correio da Manhã, os agentes encontravam-se em patrulhamento na freguesia de Vila Franca de Xira quando abordaram o idoso por este passear um cão sem trela. Durante a ação policial, o homem recusou identificar-se, alegando que não tinha consigo qualquer documento de identificação.
Ainda durante a abordagem, o suspeito adotou uma postura considerada hostil, elevando o tom de voz e chamando a atenção de quem passava. O homem invocou a própria idade para contestar a fiscalização, enquanto um dos polícias lhe explicou que a recusa em identificar-se poderia configurar o crime de desobediência.
Agente acompanhou o homem até casa
Perante a alegação de que os documentos estavam na habitação, o PSP decidiu acompanhar o idoso até ao local para confirmar a sua identidade. A situação parecia encaminhar-se para uma resolução sem incidentes até ao momento em que chegaram à entrada do edifício.
Segundo o Correio da Manhã, foi nessa altura que o homem “de forma súbita” agrediu o agente com “uma pancada com as duas mãos no peito e na boca”, provocando-lhe dores. O suspeito terá ainda tentado fechar a porta sobre o pé do polícia.
Detenção após alegada resistência
Na sequência da agressão, o agente de autoridade procedeu à detenção do octogenário. A publicação refere que o homem resistiu ativamente à imobilização, levando também à imputação do crime de resistência e coação sobre funcionário.
Após o controlo da situação, os agentes encontraram um envelope caído no chão que continha os documentos de identificação do suspeito. A descoberta alterou o enquadramento dos acontecimentos, uma vez que o homem admitiu que sempre os tivera consigo.
O homem permaneceu detido nas celas do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, aguardando apresentação a primeiro interrogatório judicial. Nessa fase serão avaliadas as medidas de coação a aplicar.
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