Uma ilha com cerca de 37 hectares situada na Ria de Aveiro está à procura de um novo proprietário. A Ilha dos Puxadoiros entrou em leilão com um valor base de 750.000 euros, reunindo uma exploração aquícola, várias infraestruturas de apoio e um conjunto de ativos ligados à produção e valorização dos recursos naturais da região.
De acordo com o Jornal de Notícias, a venda está a ser conduzida pela leiloeira Leilosoc. O leilão teve início a 7 de julho e decorre até às 18 h do dia 7 de agosto, sendo possível visitar a propriedade mediante marcação prévia.
Propriedade dedicada à aquacultura
A Ilha dos Puxadoiros integra várias marinhas, viveiros e prédios rústicos destinados à piscicultura semi-intensiva e à exploração aquícola. O conjunto inclui ainda diferentes estruturas de apoio à atividade desenvolvida no local.
Entre os edifícios existentes encontram-se a Casa da Ilha, dois palheiros e a Casa da Pinta, utilizada no apoio à atividade piscícola. A propriedade é vendida também com diversos equipamentos e infraestruturas operacionais já instalados.
O que está incluído na venda
Além dos terrenos e construções, o negócio contempla os títulos de atividade aquícola associados aos estabelecimentos 1229 Pinta e 1939 Canal do Peixe, permitindo a continuidade das operações existentes. Segundo a mesma fonte, a ilha foi adquirida há vários anos por investidores aveirenses, que promoveram a recuperação do espaço e diversificaram as atividades económicas desenvolvidas na propriedade.
Ao longo dos últimos anos, o espaço passou a combinar atividades tradicionais com novos projetos ligados à economia azul. À produção de sal juntaram-se o cultivo de ostras, a produção de salicórnia e experiências dirigidas ao turismo. Esta diversificação permitiu criar novas fontes de rendimento, aproveitando as características naturais da Ria de Aveiro e valorizando os recursos existentes na ilha.
Potencial para novos projetos
A Leilosoc considera que a dimensão e a localização da propriedade abrem portas a diferentes tipos de investimento. Entre as possibilidades identificadas estão a produção de bivalves, projetos de turismo de natureza, experiências gastronómicas, eventos privados e iniciativas de desenvolvimento sustentável.
A leiloeira destaca que a ilha apresenta “elevado potencial para atividades ligadas à aquacultura, produção de bivalves, turismo de natureza, experiências gastronómicas, eventos exclusivos e projetos sustentáveis”.













