Uma parte de uma esplanada junto à Praia de Moledo colapsou, levando à retirada do espaço e ao avanço de uma intervenção urgente para travar a progressão dos danos provocados pela ação do mar. A situação, que se agravou nos últimos dias, está a mobilizar várias entidades públicas e levanta preocupações quanto à estabilidade da estrutura existente naquela zona costeira.
De acordo com o Jornal de Notícias, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, deslocou-se ao local para avaliar o cenário no terreno, acompanhado por equipas técnicas e representantes da Câmara Municipal de Caminha. A visita teve como objetivo identificar riscos imediatos e definir medidas de resposta rápida.
Estrutura cede junto ao mar
A zona afetada inclui um troço do muro de suporte e a esplanada associada ao apoio de praia, que acabou por ceder parcialmente, evidenciando sinais de instabilidade que já vinham a ser identificados há algum tempo. O espaço, que funcionava como apoio à atividade balnear, ficou comprometido.
Segundo a mesma fonte, a destruição atinge cerca de 50 metros do paredão, numa área localizada no extremo norte da praia, entre acessos pedonais e infraestruturas de apoio. Este colapso parcial levou também ao agravamento da situação de estruturas próximas, que já tinham sido afetadas anteriormente.
Agitação marítima agrava danos
O agravamento recente da situação está associado ao aumento da agitação marítima, num contexto marcado pela passagem da depressão Therese ao largo da costa portuguesa. As condições meteorológicas têm contribuído para intensificar a erosão e fragilizar estruturas costeiras.
“Agravou-se a situação do muro, parte da esplanada do apoio de praia também está a colapsar”, afirmou José Pimenta Machado, acrescentando que existe preocupação com a evolução dos danos para zonas mais a sul, que também poderão vir a ser afetadas.
Intervenção urgente no terreno
Perante o cenário identificado, foi decidida a realização de uma intervenção imediata com caráter emergente, com o objetivo de estabilizar a base do muro e evitar novos desmoronamentos. A prioridade passa por conter o avanço dos danos no curto prazo.
“Temos de fazer aqui uma intervenção rápida, emergente, para estabilizar aquele colapso do muro”, referiu o responsável, citado pela mesma fonte, sublinhando a necessidade de garantir condições de segurança para pessoas e infraestruturas na zona envolvente.
Avaliação e plano mais alargado
Para além da resposta imediata, está prevista uma análise técnica mais detalhada ao restante paredão, incluindo áreas que, à primeira vista, não apresentam sinais visíveis de degradação. O objetivo é perceber a extensão real dos danos.
Escreve o jornal que será realizada uma prospeção técnica para avaliar o estado estrutural do muro ao longo de toda a sua extensão, permitindo recolher dados que sustentem decisões futuras e intervenções mais abrangentes.
Obra definitiva já em preparação
Paralelamente, está em curso a preparação de um protocolo entre a APA e a Câmara Municipal de Caminha, com vista à definição de uma solução estrutural mais duradoura. A intervenção definitiva deverá ter em conta a evolução das condições costeiras.
De acordo com o Jornal de Notícias, esse acordo deverá ser formalizado nos próximos dias, permitindo avançar com um projeto de reconstrução do muro, com soluções técnicas adaptadas à erosão marítima e às exigências de segurança daquela frente costeira.
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