A política salarial da Decathlon Portugal entrou em 2026 com alterações relevantes, colocando o ordenado base mínimo acima do salário mínimo nacional. A empresa decidiu fixar esse patamar nos 1.000 euros brutos mensais, ultrapassando os 920 euros que passam a vigorar como salário mínimo nacional a partir deste mês.
A medida aplica-se a colaboradores com contrato sem termo, a tempo inteiro, com 40 horas semanais e período experimental concluído. O objetivo, segundo a empresa, passa por alinhar a remuneração com uma estratégia de valorização interna, num contexto de atualização geral dos salários mínimos no país.
Salário base revisto para contratos sem termo
De acordo com a informação divulgada pelo portal de notícias ECO, o novo valor de 1.000 euros brutos corresponde apenas ao salário base. A este montante somam-se o subsídio de refeição e prémios mensais de desempenho, que dependem dos resultados individuais e coletivos alcançados pelos trabalhadores.
Segundo a mesma fonte, estes prémios procuram refletir o contributo direto de cada colaborador para os objetivos da empresa, mantendo um modelo de remuneração variável já existente na estrutura da Decathlon em Portugal.
Lideranças intermédias com novos valores de entrada
Para além do salário mínimo interno, a empresa procedeu também a uma revisão do vencimento de entrada para funções de liderança intermédia. Escreve a publicação que cargos, como os de responsáveis de desporto, passam a ter um salário base de 1.350 euros brutos mensais.
Ao considerar o subsídio de refeição e a isenção de horário, o salário bruto mensal garantido destes profissionais sobe para 1.853 euros, mantendo igualmente o acesso a prémios mensais associados à performance.
Medida entrou em vigor no início do ano
As alterações agora anunciadas não produzem efeitos imediatos nos recibos de vencimento. Conforme a mesma fonte, os novos valores salariais entraram em vigor no primeiro dia do ano e estão a ser refletidos nos respetivos processamentos a partir dessa data.
Na nota enviada às redações, a Decathlon sublinha que estas decisões se inserem numa lógica de responsabilidade empresarial. Refere a mesma fonte que o diretor-geral da Decathlon Portugal, José Fonseca, destaca a importância de garantir condições consideradas justas e sustentáveis para os trabalhadores.
“É da nossa responsabilidade garantir condições justas, sustentáveis e alinhadas com os nossos valores, porque queremos que cada colaborador seja ainda mais vencedor do projecto e do crescimento da Decathlon Portugal”, afirma o responsável, citado pelo ECO.
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