A cidade de Guimarães está a atrair a atenção de turistas britânicos, com destaque para um teleférico que liga o centro da cidade ao topo do Monte da Penha. De acordo com o jornal britânico The Sun, esta infraestrutura, com um percurso de cerca de 1.700 metros, tem sido apontada como um dos elementos mais distintivos da cidade, contribuindo para a sua crescente visibilidade junto de visitantes estrangeiros que procuram alternativas a destinos mais massificados.
Este interesse internacional surge numa altura em que a cidade reforça a sua presença no mapa turístico europeu. Segundo a mesma fonte, a combinação entre património histórico, paisagem natural e custos relativamente acessíveis tem sido destacada por visitantes, que descrevem a experiência como equilibrada entre cultura e lazer.
Teleférico sem previsão de reabertura
O teleférico encontra-se, no entanto, fora de funcionamento devido a trabalhos técnicos. Segundo a agência de notícias Lusa, o equipamento foi encerrado para uma intervenção “de grande envergadura”, com uma duração inicialmente prevista de dois meses, tendo em vista garantir condições de segurança e operação.
Apesar desse calendário inicial, a situação mantém-se inalterada. Acrescenta a publicação que o prazo previsto já foi ultrapassado e o teleférico continua encerrado, sem que tenha sido avançada uma nova data concreta para a sua reabertura ao público.
Ligação à Penha e vistas
Quando operacional, o teleférico assegura a ligação direta entre o centro urbano e o topo do Monte da Penha. Conforme a mesma fonte, o percurso permite observar a cidade e a paisagem envolvente ao longo de toda a subida, oferecendo uma perspetiva alargada da região.
No final da viagem encontra-se o Santuário da Penha, um dos principais pontos de visita. Explica o jornal The Sun que este edifício, de arquitetura moderna com influência art déco, constitui um marco visual e religioso, inserido numa zona de natureza que atrai visitantes ao longo de todo o ano.
Património e história
Guimarães continua a afirmar-se como uma das cidades mais relevantes do ponto de vista histórico em Portugal. Segundo a publicação britânica, está associada ao nascimento de D. Afonso Henriques, o primeiro rei do país, figura central na formação da identidade nacional.
O Castelo de Guimarães mantém-se como símbolo desse passado. Refere a mesma fonte que a fortaleza, datada do século X, pode ser visitada por turistas, permitindo o acesso ao interior e a compreensão do contexto histórico em que surgiu.
Preços e experiência local
Os custos associados à visita são apontados como um fator diferenciador. Acrescenta o jornal que existem referências a vinhos com preços entre 3,75 e 4 euros, valores que contribuem para tornar a experiência acessível a um público alargado.
Também a oferta de bebidas é referida pelos visitantes. Conforme a mesma fonte, o tradicional “fino” pode ser encontrado por cerca de dois euros em bares e restaurantes, mantendo-se como uma opção comum na região norte.
Gastronomia, ambiente e acessos
A gastronomia local integra a experiência turística, com destaque para a doçaria tradicional. A Torta de Guimarães, preparada com gema de ovo, açúcar, amêndoa e doce de gila, é uma das especialidades disponíveis nas pastelarias da cidade, com preços que rondam os 3 euros.
O ambiente urbano e a acessibilidade reforçam a atratividade do destino. Segundo a mesma fonte, o Largo do Toural funciona como ponto central de convívio, reunindo cafés e esplanadas, enquanto a proximidade ao Porto permite chegar a Guimarães em cerca de 35 minutos de autocarro, facilitando o acesso para visitantes internacionais.
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